A Prefeitura de Apucarana formalizou acordo que reduz em R$ 800 milhões o estoque da dívida do município com a União. O documento foi assinado no Salão Nobre pelo prefeito Rodolfo Mota. Com a renegociação, a dívida total que estava em R$ 1.254.756.203,46 em dezembro de 2025, passa para R$ 454.868.243,34, o que corresponde a uma redução de 63,74%.
Rodolfo Mota explicou que a dívida, que ultrapassava R$ 1,254 bilhão, foi revisada após meses de trabalho técnico e negociação direta com o Tesouro Nacional. “A iniciativa começou ainda antes da minha posse e exigiu articulação institucional, coragem administrativa e persistência para enfrentar um tema que, por anos, foi adiado”, salientou
Além do prefeito, assinaram o acordo a União, através de representante do Banco do Brasil como agente financeiro e a Caixa Econômica Federal, que atua como depositária do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Apesar do avanço com a redução do valor da dívida, Rodolfo Mota afirma que o trabalho ainda não terminou. “Aproximadamente 36% da dívida original permanece em aberto, o que representa cerca de R$ 454 milhões, valor que ainda não é considerado adequado para a realidade financeira do município. Por isso, vamos discutir numa próxima etapa esse valor com a Advocacia Geral da União, para reduzir ainda mais o montante da dívida dentro de um processo que existe desde 2001, marcando o início de uma nova etapa no enfrentamento do problema”, explicou.
Somente após esse novo esforço é que o município pretende avançar para a fase de parcelamento, viabilizada pela Emenda Constitucional nº 136/2025, que garantiu um prazo de até 30 anos para quitação do saldo final. A estratégia, segundo o prefeito, é ajustar o valor à capacidade real de pagamento do município.
O prefeito lembrou que Apucarana foi destaque negativo na imprensa por ter a maior dívida entre os municípios brasileiros, superando até mesmo capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. “Com essa renegociação, tiramos essa marca negativa que por anos assombrava o Município. Apucarana não é mais a cidade que tem a maior dívida do Brasil”, comemorou.
O anúncio foi feito durante evento que ocorreu no Salão Nobre, seguido de uma entrevista coletiva de imprensa, com a presença de vereadores Danylo Acioli, Gabriel Caldeira, Tiago Cordeiro, Eliana Rocha, Sidnei da Levelimp, Pablo da Segurança, Luciano Facchiano e Guilherme Livoti e os deputados Delegado Jacovós e Luísa Canziani (PSD). Rodolfo Mota também mencionou outros deputados que, mesmo impossibilitados de estarem presentes no ato, tiveram participação na construção deste momento histórico, como o deputado estadual e secretário estadual do Trabalho, Do Carmo, Marco Brasil, secretário da Indústria Comércio e Serviços do Paraná, além do deputado estadual Arilson Chiorato e do deputado federal Felipe Francischini.