Em passagem por Apucarana neste final de semana para encontro com lideranças, o senador e pré-candidato ao governo do Paraná (ver box), Sérgio Moro (PL), reforçou suas pautas chave na disputa ao governo do Estado: combate à corrupção e tolerância zero à criminalidade. Em entrevista à Tribuna/TNOnline, o senador também destacou o potencial econômico e logístico de Apucarana, apontando o fortalecimento do setor de vestuário e a integração com o ensino técnico profissionalizante como eixos centrais para o desenvolvimento regional.
Liderando as pesquisas de intenção de voto até agora e tendo como principal bandeira o combate à criminalidade, o ex-ministro da Justiça garantiu que a segurança pública passará por uma reestruturação drástica, com tolerância zero a facções. A principal proposta é a construção de uma unidade prisional nos moldes federais.
“É até uma vergonha para o Paraná que a gente não tenha um presídio estadual de segurança máxima”, declarou. “Esse vai ser o fim da linha para os piores criminosos do estado do Paraná. E o recado que a gente quer dar é se você quiser violar a lei, não faça no Paraná, porque você vai se dar mal”, destaca.
A transparência de gestão foi outro ponto abordado pelo senador, que abordou o tema pela perspectiva do contrato de pedágio. O senador defende o uso de tecnologia e o fortalecimento da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) para que a população possa fiscalizar as obras de pedágio em tempo real. “Não podemos esquecer que passamos 30 anos com um pedágio no qual o paranaense foi literalmente roubado”, relembrou.
Ele também prometeu a criação de uma Agência Estadual Anticorrupção liderada por um diretor com mandato independente.
Ao analisar o cenário produtivo do município, Moro ressaltou a vocação industrial local e sua posição geográfica estratégica. “Sabemos da grande importância do setor de vestuário aqui para a Apucarana. Na verdade, o município tem várias potencialidades que precisam ser melhor exploradas”, afirmou o senador, pontuando que a cidade está em um entroncamento fundamental que liga o norte do Estado à região de Ponta Grossa e Curitiba.
O pré-candidato defende a implementação do ensino integral com foco em tecnologia e capacitação voltada à realidade de cada município. “Queremos caminhar para o ensino integral aqui no estado do Paraná. Mas para que o ensino integral seja bom, para que não gere evasão escolar, é preciso deixar interessante para o aluno estar no contraturno. E para isso, talvez a melhor forma seja trabalhar com disciplinas de tecnologia com ensino técnico-profissionalizante. Porque o aluno quer sair da escola com habilidades para ser contratado”, salienta.
PL reúne Moro, Dallagnol e Filipe Barros na Acea
O senador Sérgio Moro esteve em Apucarana no sábado pela manhã, em encontro de lideranças políticas e simpatizantes do Partido Liberal (PL) com participação dos pré-candidatos ao senado, deputado federal Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) e do líder do PL na Assembleia, o deputado Delegado Jacovós.
Com a presença de prefeitos, vereadores e deputados de quase 30 municípios da região, o evento ocorreu na Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea).
Pré-candidato ao Senado, o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) direcionou duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e afastou rumores de inelegibilidade. O ex-procurador, deputado federal mais votado no Paraná em 2022, teve registro de candidatura cassado em 2023. “O meu nome está confirmado. Quinze decisões da Justiça Eleitoral já confirmaram que eu estou sim elegível. Nós vamos fazer o registro no momento adequado”, garantiu.
Também pré-candidato ao Senado, o deputado federal Filipe Barros (PL) comemorou a recepção da comitiva nas cidades do interior e a costura política que uniu as principais legendas de direita no estado. “Nós estamos muito animados. É muito gratificante nós, eu, Deltan e Moro andando pelo estado do Paraná inteiro sendo bem recebidos em todas as regiões do estado. A população cada vez mais entende a importância das eleições desse ano”, disse Barros.