O número de pequenos negócios avançou 47% na região em cinco anos. Em 2020, eram mais de 29 mil micro e pequenas empresas ativas, número que cresceu para 42,8 mil no ano passado. Segundo dados do Sebrae, esse segmento já corresponde a quase 90% de todas as empresas ativas em Apucarana e nos 25 municípios do Vale do Ivaí, o que consolida o setor como a principal força econômica local. Na opinião de especialista, esse movimento foi influenciado principalmente pela ampliação do empreendedorismo, fortalecimento de programas de capacitação e acesso ao crédito.
Conforme o levantamento, a região soma 47,5 mil empresas ativas. Desse total, 21,5 mil são Microempreendedores Individuais (MEIs), 18,7 mil são Microempresas (MEs) e 2,4 mil são Empresas de Pequeno Porte (EPPs) (veja no infográfico). Além disso, a região conta com mais de 2 mil grandes empresas, 2,4 mil entidades sem fins lucrativos e 345 organizações de governo.
“O Vale do Ivaí tem uma economia sustentada majoritariamente por empreendimentos de pequeno porte, com forte presença de negócios familiares, individuais e empresas em estágio de consolidação”, aponta o consultor do Sebrae, Tiago Cunha.
Entre os MEIs, os segmentos mais fortes do território são moda e confecção, com 3,5 mil registros, casa e construção, com 3 mil, saúde e bem-estar, com 2,1 mil, serviços de alimentação, com 1,8 mil e logística e transporte, com 1,5 mil. “Isso mostra que o MEI no Vale do Ivaí está muito ligado ao empreendedorismo de entrada, à prestação de serviços e às atividades com menor barreira inicial de capital”, analisa. Os mesmos segmentos são identificados entre as microempresas.
Em relação às EPPs, o maior destaque são os serviços jurídicos (184), seguidos por indústria de confecção de vestuário (132), transporte rodoviário de carga (128), comércio varejista de vestuário e tecidos (106) e comércio varejista de supermercados e alimentícios (99).
Para o consultor, a presença da moda e confecção, que lidera em todos os segmentos, reforça a vocação produtiva do território. “A região transformou a confecção em uma espécie de carreira empreendedora porque ao longo do tempo formou uma cadeia produtiva completa, que permite ao empreendedor começar pequeno e crescer dentro do próprio setor. Além disso, existe um ambiente favorável ao crescimento, com arranjos produtivos, entidades empresariais, fornecedores especializados e instituições de apoio. Esse ecossistema faz com que a confecção funcione como uma verdadeira escola de empreendedorismo regional”, salienta.