O Hospital da Providência está apurando uma acusação de suposta negligência após a morte de Gisele Cristina Ipólito Ribeiro, de 41 anos, ocorrida nesta quinta-feira (03) em Apucarana. A instituição informou em nota, na manhã desta sexta-feira (04), que está “verificando os fatos” relacionados ao caso.
A família de Gisele acusa um enfermeiro do hospital de ter desligado a máquina de quimioterapia de maneira incorreta, o que teria provocado a morte da paciente, que lutava desde o ano passado contra um câncer de colo de útero.
A filha de Gisele, Naiury Ipólito, relata que no dia da última sessão de quimioterapia, em 18 de março, a unidade de tratamento estava lotada e que sua mãe foi transferida para o Materno Infantil, onde o procedimento começou.
“A pressão dela caiu e tiraram ela do materno e levaram para o pronto-socorro do Providência. Lá, um enfermeiro a atendeu e ela avisou que a bomba (do aparelho) estava apitando porque estava fora da tomada. Nisso, ele ligou na tomada e abriu”, relata. Conforme Naiury, o saco de quimioterapia contém 1 litro de medicamento que deveria ser ministrado durante três dias. “ Uma quimioterapia que era para durar três dias durou apenas 40 minutos”, reitera.
O Hospital da Providência ainda não apresentou um posicionamento definitivo sobre o caso, mas afirmou que está investigando a situação. (CINDY SANTOS)