Odeputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT no Paraná, comemora a possibilidade da deputada federal, Gleisi Hoffmann (PT), assumir um ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A paranaense, que é presidente nacional do PT, é cotada para ocupar a Secretaria Geral da Presidência da República ou a pasta de Relações Institucionais, onde comandaria a articulação do governo federal no Congresso Nacional. A vaga na secretaria de Relações Institucionais foi aberta ontem, após seu titular, Alexandre Padilha ser anunciado como novo ministro da Saúde, em substituição a Nisia Trindade.
Caso o nome de Gleisi seja confirmado, a nomeação representaria uma volta de Gleisi ao governo federal. Entre 2011 e 2014, ela comandou a Casa Civil durante o segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).
“Não tem nada oficializado ainda, mas uma possível ida da deputada Gleisi para o governo federal seria maravilhoso para o Paraná, por conta da representação política forte, e também importante para a nossa região”, analisa Chiorato.
Segundo ele, Gleisi tem forte representação e atuação também em Apucarana e região. “A pessoa que mais trouxe recursos na história de Apucarana é a Gleisi. Não tem nenhuma que chegou perto”, diz, citando 4,5 mil casas, seis CMEIs, 5 UBS’s e quatro Cras, além do Centro Esportivo do Japira e R$ 30 milhões para obras de pavimentação na cidade, entre outros investimentos.
Arilson afirma que a presença de Gleisi no governo aumenta o canal de diálogo do Paraná no Palácio do Planalto. “A gente já tem um bom diálogo, porque coordenei a campanha do presidente Lula no Paraná, mas com ela no Palácio do Planalto a relação é ainda mais forte”, diz o deputado, que atuou como assessor da petista quando ela foi senadora.
Em relação ao governo federal, o deputado estadual afirma que os resultados são bons. Embora haja críticas sobre a inflação dos alimentos, ele diz que o índice atual, de 7,9%, é quase a metade do período do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando chegou, segundo Arilson, a 14,4%.
Ele cita ainda avanço de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 12% do comércio varejista e aumento da produção automobilística em 15%, além da taxa de desemprego a 6,1% no final do ano passado, o menor da série histórica medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Lula inicia reforma ministerial com demissão de Nísia e anúncio de Padilha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destravou a reforma ministerial e fez uma troca no seu governo. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, deixou o cargo nesta terça-feira, 25. O ministro da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, assumirá o posto. Em janeiro, Lula já tinha substituído o titular da Secretaria de Comunicação Social (Secom) - tirou Paulo Pimenta e colocou Sidônio Palmeira no lugar.
Com o deslocamento de Padilha da SRI, que ficava no Palácio do Planalto, Lula abre espaço para uma nova troca justamente na área que trata da relação com o Congresso Nacional. Padilha foi alvo de ataques de parte de deputados e chegou a ter embates com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).
Na manhã desta terça, Nísia assinou os últimos atos como ministra numa solenidade no Planalto com a presença de Lula. Ela assinou portarias referentes à produção de vacinas em cerimônia marcada por constrangimento (ver matéria na pág 4). Nísia fez um longo discurso, em tom de despedida, e cumprimentou vários integrantes de sua equipe.
No fim da solenidade, realizada no Salão Leste do Palácio do Planalto, um repórter perguntou: “Presidente, o senhor vai fazer mudanças no Ministério?”. Lula se surpreendeu com o questionamento, houve silêncio no Salão Leste, mas ele não respondeu.
Lula se reuniu com Nísia nesta tarde e depois se encontrou com Padilha. O novo ministro tem 53 anos, foi eleito deputado federal pelo PT em São Paulo e é médico. Ele já foi ministro da Saúde na gestão de Dilma Rousseff.