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Alunos são hospitalizados após uso de comprimidos

Vanuza Borges

| Edição de 15 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Quatro estudantes, com idade entre 13 e 14 anos, foram hospitalizados anteontem à noite com mal-estar após ingerir comprimidos durante horário de aula em Arapongas. A situação com os estudantes, todos meninos, aconteceu no Colégio Estadual Ivanilde Noronha, na Vila Aparecida, por volta das 20 horas. Os quatro adolescentes, após passar por atendimento, foram liberados.

Imagem ilustrativa da imagem  Alunos são hospitalizados após uso de comprimidos

Segundo a diretora da instituição de ensino, Varlete Conceição Anselmo, quatro alunos, do nono ano, apresentaram sinais de mal-estar, como moleza no corpo e sonolência, após ingerir comprimidos. Um colega de classe, de 16 anos, teria convencido os colegas a ingerir a substância. “Eles falaram que o menino, que deu os comprimidos, teria dito que deixaria apenas relaxado, mas após tomar começaram a passar mal”, afirma.

Ela comenta que, assim que os estudantes relataram o mal-estar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e os estudantes encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UPA). Depois de serem atendidos, todos foram liberados. Os pais, Conselho Tutelar e Patrulha Escolar foram chamados para acompanhar o caso. “Nós não sabemos que tipo de substância os alunos ingeriram, mas acreditamos que não seja ectasy ou qualquer outra droga do tipo, porque eles não estavam agitados, mas com o corpo ‘pesado’, com mal-estar mesmo”, sublinha.

Ainda segundo a diretora, o aluno que teria passado os comprimidos aos colegas tem um histórico de indisciplina. Entretanto, ela garante que o caso será apurado internamente.

Além disso, a Polícia Civil também investiga o caso.

No pátio do colégio, ao lado da sala de aula, foram recolhidos um copo que teria sido usado para tomar as pílulas e também um comprimido amarelo embrulhado num papel. “O material foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Londrina para análise toxicológica, somente após o laudo saberemos que tipo de substância os alunos consumiram”, frisa.

Com a situação, a diretora também acabou passando mal e precisou ser medicada