Para cada mil crianças nascidas vivas em Apucarana em 2016, o coeficiente foi de 8,61 óbitos entre menores de um ano de idade. Apesar de preliminar, o índice apresenta uma redução em relação ao ano passado e é um dos menores entre os 17 municípios da área de abrangência da 16ª Regional de Saúde de Apucarana. Uma série de fatores contribui para este número, começando pela assistência à gestante, desde a primeira consulta até o pós-parto, além do acompanhamento multiprofissional, com atenção às questões alimentares, psicológicas, fisioterápicas, tanto na Casa da Gestante como nas unidades de saúde.
Na área de abrangência da 16ª Regional de Saúde, foram registrados 3.618 nascimentos entre janeiro e o dia 10 de outubro – data da última atualização dos dados, e 41 mortes, o que determina um coeficiente de mortalidade de 11,33. Em Apucarana, nasceram 1.278 crianças e foram registradas 11 mortes, coeficiente de 8,61 mortes para cara mil nascimentos.
O município vem registrando índices crescentes de mortalidade infantil. Em 2013, a taxa foi de 9,95, subiu para 11,10 em 2014 e 12,80 no ano passado.
“O resultado de 2016, mesmo que ainda preliminar, é a demonstração do empenho de todos os profissionais em prestar um atendimento qualificado à futura mãe, desde a primeira consulta e no decorrer da gestação, até o parto”, avalia o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), Roberto Kaneta. Segundo ele, também a atenção dada ao bebê é fator positivo para a redução na mortalidade infantil. “Não é apenas a mãe que é assistida de forma adequada, mas também a criança recebe uma atenção especial, para que tenha um desenvolvimento tranquilo”, completa o diretor presidente.
Para o médico Luiz Antonio Vilela, que realiza o atendimento de gestantes de baixo risco na UBS “Valdecir de Paula”, no Jardim das Flores, este “significativo resultado está diretamente ligado ao tratamento que a gestante recebe no pré-natal e no puerperal, além da atenção dada ao recém-nascido”. Vilela também condiciona os números a instituição do Protocolo de Atendimento à Gestante, uma iniciativa da residência multiprofissional em enfermagem obstetrícia. “A proposta foi imediatamente aceita pelos profissionais que atuam no atendimento às gestantes e hoje as diretrizes do Protocolo são seguidas em toda a atenção básica”, salienta o médico.
REGIÃO
Nos 17 municípios da área da 16ª RS, quatro não registraram nenhuma morte neste ano e têm índice zero de mortalidade infantil até o momento: Borrazópolis, Cambira, Jandaia do Sul e Marilândia do Sul. Apucarana aparece na sequência com menor índice, seguida de Califórnia, que registrou 113 nascimentos e um óbito, totalizando coeficiente de 8,85.