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Apucarana reforça atenção à gestante e reduz índice de mortalidade infantil

Da Redação

| Edição de 20 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Para cada mil crianças nascidas vivas em Apucarana em 2016, o coeficiente foi de 8,61 óbitos entre menores de um ano de idade. Apesar de preliminar, o índice apresenta uma redução em relação ao ano passado e é um dos menores entre os 17 municípios da área de abrangência da 16ª Regional de Saúde de Apucarana. Uma série de fatores contribui para este número, começando pela assistência à gestante, desde a primeira consulta até o pós-parto, além do acompanhamento multiprofissional, com atenção às questões alimentares, psicológicas, fisioterápicas, tanto na Casa da Gestante como nas unidades de saúde.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana reforça atenção à gestante  e reduz índice de mortalidade infantil

Na área de abrangência da 16ª Regional de Saúde, foram registrados 3.618 nascimentos entre janeiro e o dia 10 de outubro – data da última atualização dos dados, e 41 mortes, o que determina um coeficiente de mortalidade de 11,33. Em Apucarana, nasceram 1.278 crianças e foram registradas 11 mortes, coeficiente de 8,61 mortes para cara mil nascimentos.

O município vem registrando índices crescentes de mortalidade infantil. Em 2013, a taxa foi de 9,95, subiu para 11,10 em 2014 e 12,80 no ano passado.

“O resultado de 2016, mesmo que ainda preliminar, é a demonstração do empenho de todos os profissionais em prestar um atendimento qualificado à futura mãe, desde a primeira consulta e no decorrer da gestação, até o parto”, avalia o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), Roberto Kaneta. Segundo ele, também a atenção dada ao bebê é fator positivo para a redução na mortalidade infantil. “Não é apenas a mãe que é assistida de forma adequada, mas também a criança recebe uma atenção especial, para que tenha um desenvolvimento tranquilo”, completa o diretor presidente.

Para o médico Luiz Antonio Vilela, que realiza o atendimento de gestantes de baixo risco na UBS “Valdecir de Paula”, no Jardim das Flores, este “significativo resultado está diretamente ligado ao tratamento que a gestante recebe no pré-natal e no puerperal, além da atenção dada ao recém-nascido”. Vilela também condiciona os números a instituição do Protocolo de Atendimento à Gestante, uma iniciativa da residência multiprofissional em enfermagem obstetrícia. “A proposta foi imediatamente aceita pelos profissionais que atuam no atendimento às gestantes e hoje as diretrizes do Protocolo são seguidas em toda a atenção básica”, salienta o médico.

REGIÃO

Nos 17 municípios da área da 16ª RS, quatro não registraram nenhuma morte neste ano e têm índice zero de mortalidade infantil até o momento: Borrazópolis, Cambira, Jandaia do Sul e Marilândia do Sul. Apucarana aparece na sequência com menor índice, seguida de Califórnia, que registrou 113 nascimentos e um óbito, totalizando coeficiente de 8,85.