Nas estradas do Brasil há 25 anos, o autônomo araponguense Lúcio Marcio Goldin, 45 anos, coleciona histórias e trajetos. A experiência na estrada comprovada no concurso “Caminhoneiro do Ano 2015”. Além do título, ele faturou um caminhão Mercedes Benz – Actros 2546 Mega Space zero quilômetro, no valor de R$ 300 mil.
O resultado foi anunciado no último dia 6, em cerimônia realizada em São Paulo. Para faturar o título de melhor caminhoneiro do Brasil, o araponguense superou 90 mil concorrentes e participou de uma prova que faz parte do projeto Caravana Siga Bem, maior evento das estradas brasileiras. “Meu caminhão já estava meio ‘cansado’ e precisa de uma recauchutagem. Veio na melhor hora. Agora posso viajar com mais segurança, comodidade e economia”, comemora.
Goldin soube do concurso em abril do ano passado, quando a caravana estava passando pelo Norte do Paraná. O caminhoneiro fez a inscrição no site do Siga Bem e preencheu uma prova online, que contava com 15 questões sobre assuntos gerais. “Acertei todas, mas foi difícil porque falava sobre assuntos relacionados até com o corpo humano”, recorda.
Um ano depois, ele recebeu a notícia que tinha sido um dos 23 finalistas e que teria que ir para São Pedro, interior de São Paulo, participar da prova final. Goldin conta que foram 20 questões sobre assuntos gerais, mais algumas provas práticas.
Entre os testes realizados com os finalistas, o araponguense diz que fez as provas com um policial federal no banco do passageiro, teve que passar em radares nas velocidades que os organizadores estipulavam, desviar dos cones e estacionar de ré em uma garagem. Além disso, a economia de combustível, postura dentro da cabine e tempo das provas também foram avaliados. “Eles ficam atentos a todos os detalhes. Você tem que ser um exemplo de motorista”, ressalta.
TRAJETÓRIA
A paixão pelas estradas surgiu na vida de Lúcio Márcio há 25 anos após ser incentivado pelos cunhados, irmãos da esposa Maria Aparecida Goldin, 51 anos, com quem está casado há 24 anos. “Viajei por anos por todo o Brasil, mas de sete anos para cá resolvi desacelerar e ficar mais com minha família. Ultimamente fico mais no Paraná”, conta.
Acostumado com as estradas do Brasil, Goldin diz que rodovias não estão em situação favorável aos caminhoneiros. “As estradas não estão nas melhores condições e isso torna perigoso para a vida dos motoristas”, ressalta.