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Bebês são maiores vítimas de queimaduras

Renan Vallim

| Edição de 03 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Dois acidentes recentes em que crianças apucaranenses sofreram queimaduras graves chamam a atenção para os cuidados que os pais precisam ter ao deixar substâncias perigosas ao alcance dos pequenos. Miguel Henrique Martins, de 1 ano e meio, passou por um susto há quase dois meses, precisou ser internado em Curitiba, mas apresenta boa recuperação. Já um outro garoto, de 1 ano e 4 meses, sofreu queimaduras nesta semana e continua internado no Hospital Materno Infantil.

Imagem ilustrativa da imagem Bebês são maiores vítimas de queimaduras

O caso mais recente aconteceu na noite da última terça-feira (28), no distrito de Vila Reis, região sul de Apucarana. O menino, que não teve a identidade divulgada, teve queimaduras de primeiro e segundo grau com água quente no rosto, pescoço, peito e braços. De acordo com o último boletim médico, no final da tarde de sexta-feira (1), a criança permanecia estável, mas sem previsão de alta.

O bebê teria sofrido as queimaduras na cozinha da própria casa. A mãe teria preparado um chá e deixado em uma chaleira, sobre um balcão. A criança então puxou o recipiente, derrubando o líquido fervente sobre o seu corpo. Ele foi encaminhado primeiramente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de terça-feira (28), sendo transferido no mesmo dia para o hospital.

A situação lembrou outro caso recente e muito semelhante, que chamou a atenção e mobilizou os apucaranenses. Há cerca de dois meses, Miguel Henrique Martins, de um ano e meio, sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus após se queimar em casa com água que estava sendo fervida para fazer café.

A família, de origem humilde e que mora no Jardim Cidade Educação, recebeu diversas doações, que possibilitaram manter a criança e a mãe em Curitiba. O pai, Cristiano Soares Martins, precisou deixar o emprego para cuidar dos outros três filhos do casal. Após o susto, ele comemora a recuperação do caçula Miguel. “No próximo dia 9 ele volta para casa, finalmente. Foi tudo muito difícil para nós mas, graças a Deus, deu tudo certo. Meu filho está se recuperando e logo, tudo voltará ao normal”, disse.

Ele agradeceu a todos que ajudaram a família. “Não sei o que faríamos sem as doações. Foram tantas pessoas ajudando que temos fraldas de sobra, que pretendemos doar em breve”.

Segundo o pediatra Luiz Carlos Busnardo, a desatenção é a principal causa para acidentes com crianças. “As crianças têm muita curiosidade e não têm noção dos perigos. Por isso, os pais precisam acompanhá-los sempre e saber identificar possíveis riscos às crianças”, diz.

Os riscos são maiores com crianças abaixo dos dois anos. “É a época em que eles estão aprendendo a andar, não sabem dos perigos e são muito curiosos. A partir dessa idade, já é possível ir explicando para a criança dos perigos, ensinando onde ela não deve mexer ou onde precisa ter cuidado”, pondera o médico.

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