Destruída por um incêndio há cerca de 15 dias, a principal agência da Caixa Econômica Federal de Apucarana, ainda não tem prazo para ser reativada. Enquanto a reforma não começa, o atendimento bancário foi deslocado para a agência da Rua Renê Camargo de Azambuja. Os usuários, que precisam recorrer ao atendimento físico na unidade, tem se deparado com longas filas.
Em nota, a assessoria de imprensa da Caixa reforçou os pontos de atendimento disponíveis na cidade, através das lotéricas. Especificamente a reforma da unidade da Praça Rui Barbosa ou transferência temporária para outro endereço, uma vez que o prédio é próprio, “a Caixa está avaliando os estragos causados pelo incêndio no edifício, e que não tem data prevista para início da reforma”.
Para driblar a demora, muitos usuários apostam em pontos de atendimentos alternativos. O aposentado Manoel Afonso Lopes, 70 anos, avalia que, apesar de ter preferência por causa da idade, após o incêndio as filas aumentaram e o tempo de atendimento também. “Havia vários caixas eletrônicos instalados na cidade, mas com os ataques a bancos todos foram desativados, o que concentra o atendimento”, comenta.
O fotógrafo Antônio de Paulo Alves Madeira, 63, também é correntista da agência que foi atingida pelo fogo. “Não estava muito cheio no dia que eu fui, mas precisei aguardar cerca de meia hora”, diz. Em Apucarana, assim como a maioria dos municípios brasileiros, vigora a Lei dos 15 minutos e trinta em dias de pico, considerados os primeiros cinco dias úteis do mês.
A auxiliar administrativa Daniele Assunção da Silva, 29, mora e Londrina e precisou vir até Apucarana para cancelar uma conta, que tem na agência. “Cheguei aqui e recebi a informação que posso fazer o cancelamento em Londrina mesmo. Sinto que falta informação”, diz. Ela também pretendia sacar o PIS, mas foi encaminhada para uma lotérica.
O pedreiro Marcelo de Souza, 39, também tem recorrido às lotéricas para fazer os serviços de banco. “Procuro fazer tudo nas lotéricas, para evitar pegar fila”, diz.