Lideranças dos caminhoneiros de Apucarana e região desmentiram ontem os boatos de que uma nova greve da categoria estaria marcada para as próximas semanas. Recentemente, textos informando sobre uma nova paralisação, aos moldes da que aconteceu há quase um ano, circularam pelas redes sociais e por aplicativos de mensagens. Contatados pela reportagem da Tribuna, os profissionais rechaçaram a possibilidade.
Carlos Roberto Semmer, caminhoneiro apucaranense há mais de 30 anos, diz que não há articulação dos caminhoneiros para realizar uma paralisação. “Isso é propaganda enganosa, não tem nada a ver essa informação. Temos contato com várias lideranças de caminhoneiros e isso não passa de notícia falsa. Não temos grandes motivos para uma greve neste momento. Não é a hora certa para algo assim”, afirma.
André Pereira, outro caminhoneiro de Apucarana, também diz que não há previsão para paralisação. “Ao menos aqui na nossa região, não existe nada que indique uma paralisação. Tudo segue normal, até porque o preço do diesel, por exemplo, está mais baixo hoje do que estava no mesmo período do ano passado”.
A greve dos caminhoneiros aconteceu entre os dias 21 e 31 de maio de 2018, com paralisações em rodovias de todo o Brasil. Foram quase 300 pontos de bloqueio em rodovias federais e estaduais de todo o Paraná durante o pico da greve. Na região, pelo menos 11 pontos de bloqueio foram registrados.
As mensagens que circularam recentemente davam conta de que a nova paralisação estaria sendo organizada para o mesmo período. Em meio aos boatos, o Governo Federal alterou as regras de reajustes do diesel. Antes diárias, elas passam agora a serem quinzenais.
Uma das reivindicações da categoria era a redução do preço do diesel, que foi acatada pelo governo. Com isso, o preço do diesel ficou ‘congelado’ durante sete meses, após queda de preço provocada por cortes de impostos federais e estaduais. O congelamento terminou em janeiro deste ano.
Outra reivindicação é o tabelamento do frete, que também foi acatada pelo Governo Federal. Mas, na prática, a medida não foi implementada, como explica André. “Quando pedimos para que a tabela seja cumprida, acabamos sendo cortados de algumas empresas. Por isso, fica difícil reclamar”, afirma. (RENAN VALLIM)