CIDADES

min de leitura - #

Cesta básica tem alta de 1,92% e chega a R$ 648

Adriana Savicki

| Edição de 21 de outubro de 2022 | Atualizado em 21 de outubro de 2022
Imagem descritiva da notícia Cesta básica tem alta de  1,92% e chega a R$ 648

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A alta no preço dos alimentos deu uma trégua. Entre os meses de agosto e setembro o preço da cesta básica no município de Apucarana teve um aumento de seu custo em 1,92%, passando dos R$ 636,21 para R$ 648,45, uma diferença R$ 12,24. Os números são levantados mensalmente pelo Núcleo de Conjuntura Econômica e Análises Regionais (Nucer) do campus local da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Dos treze alimentos que compõe a cesta básica oficial, oito registraram alta nos preços. Entre os itens com maior índice, o destaque é a batata, que registrou um aumento de 42,30%, seguida da banana prata (9,01%) e café em pó (8,03%). Outros alimentos que ficaram mais caros foram o tomate (6,48%), manteiga (5,16%), arroz (3,91%), pão francês (1,35%) e farinha de mandioca (0,59%). 

De outro lado, cinco itens que apresentaram reduções de preços relativos. A maior queda foi no leite (-17,14%). Também houve queda nos preços do açúcar cristal (-7,82%), óleo de soja (-7,38%), feijão (-1,42%) e carne bovina (-0,03%). 

“Mesmo com as fortes oscilações dos preços em 2022 o acumulado em 12 meses da Cesta Básica está com aumento de 2,67%. É pouco se considerarmos a inflação acumulada, que está em 7,17% pelo IPCA, mas não podemos esquecer a forte alta dos alimentos que tivemos em 2019 e 2020, sem nenhuma compensação”, analisa o economista Rogério Ribeiro, professor da Unespar, campus de Apucarana.

O valor aferido para a Cesta Básica regional equivale a 53,5% do valor do salário mínimo nominal de julho, que é de R$ 1.212,00. Já o salário mínimo necessário para os trabalhadores da região, com base nos critérios metodológicos da pesquisa, ficou estimado em R$ 4.182,95.

ARAPONGAS

A pesquisa também acompanha a evolução de preços em Arapongas. No município, o preço da cesta básica apresentou um aumento de seu custo em 1,64%, passando dos R$ 639,65 para R$ 650,13. Dos 13 itens acompanhados, onze registraram aumento entre agosto e setembro.

Os maiores aumentos foram registrados no arroz (15,01%), seguido da banana prata (8,96%) e farinha de mandioca (5,52%). Também ficaram mais caros a manteiga (4,09%), batata (2,87%), óleo de soja (2,83%), café em pó (1,82%), açúcar cristal (1,37%), tomate (0,83%), carne bovina (0,66%) e pão francês (0,18%).

Os itens que apresentaram reduções de preços relativos foram: feijão (-4,77%) e leite (-1,70%). O aumento do preço da Cesta Básica em Arapongas, em termos absolutos, foi de R$ 10,48.


Queda na produção pressiona preço do vegetal

O economista Rogério Ribeiro explica que a alta registrada no preço da batata tem relação com o abastecimento do mercado que está sendo feito pela produção do estado de São Paulo (45% da comercialização nas Ceasas), Minas Gerais (20%) e Bahia (5%). “Porém as ofertas mineiras e paulistas estão menores o que faz com que tenhamos pressão de alta nos preços. Também temos o fator frete que ajuda no aumento dos preços. Segundo o Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), a movimentação do produto nas Ceasas caiu 10% por conta da redução da safra de inverno”, explica o economista.

O leite, que também, que esteve entre os vilões da inflação, apresentou a maior queda de preço. No entanto, a alegria do consumidor vai durar pouco porque segundo o economista, a tendência é que os valores voltem a subir no inverno por conta da queda na produção. 

“Isto ocorre pela redução das pastagens, o que faz a produção reduzir. Já no caso do gado confinado os preços das rações impactaram muito com o aumento dos preços dos seus componentes. Passado o rigor do inverno as pastagens melhoraram e a produção aumenta. Também tivemos redução dos preços ocasionados pela pequena redução do câmbio”, explica.(CINDY SANTOS)