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Cesta básica varia 22%, diz pesquisa

Da Redação

| Edição de 29 de junho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Pesquisar antes de sair às compras pode resultar em uma economia de R$ 66 na compra da cesta básica, segundo aponta pesquisa realizada pelo Procon em parceria com o campus local da Universidade do Estado do Paraná (Unespar) e divulgada ontem. O valor corresponde a diferença entre os preços mais caros e mais baratos dos 56 itens pesquisados periodicamente em 6 lojas supermercadistas da cidade. Em percentuais, a diferença é de 22%.

Em alguns produtos, entretanto, a variação de preço é muito maior. O item com maior diferença é o frango resfriado, que foi cotado sendo comercializado entre R$ 3,98 e R$ 6,98, uma diferença de 75%, na sequëncia aparece o desinfetante Pinho Sol com variação de 65%, seguida do macarrão espagueti especificação, 500 gramas, com preços variando de 56%.

Imagem ilustrativa da imagem Cesta básica varia 22%, diz pesquisa

A pesquisa também aponta a elevação dos preços médios dos produtos pesquisados, Em relação a última pesquisa, realizada em 25 de maio, houve uma alta de 5,30%. A alta de preços acumulada desde março, data da primeira pesquisa chega a 7,31%. A pesquisa do Procon comprova, ainda, a alta significativa de itens pressionados pela quebra das safras. O feijão, por exemplo, apresenta uma alta de preços de 75% em apenas um mês. Outro item que disparou foi o leite, com alta de 40% no mesmo período.

Segundo o Procon, o objetivo da pesquisa, mais que o acompanhamento da evolução de preços, é prestar um serviço para o consumidor dando informações para as compras.

LEITE

O preço do leite deve continuar subindo. Segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o leite pago ao produtor no Paraná aumentou 24% de janeiro a junho e deve continuar subindo neste período de entressafra, começando a estabilizar a partir de setembro.

O aumento tem refletido nas cotações dos lácteos no mercado varejista. A maior alta foi observada no leite longa vida, que subiu 28,7% comparado com o preço de maio de 2015. “Ao contrário do que parece, a situação para o produtor não está boa, pois a melhora do preço pago tem servido apenas para amenizar a alta dos custos de produção”, explica o técnico do Deral Fábio Mezzadri.

A alta se deve a um conjunto de fatores, como o aumento de preço dos insumos importados, a valorização nas cotações do milho e a pouca oferta de pasto em boas condições.