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Déficit habitacional é de 21 mil moradias

Vanuza Borges

| Edição de 03 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O déficit habitacional na região é de 21.781 moradias. Os números são do banco de dados da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), unidade de Apucarana, e têm como referência os cadastros feitos entre 2013 até março deste ano. Por outro lado, a estimativa de construção para os próximos anos é de 2.785 unidade, deste montante 2.091 estão previstas somente para Apucarana, município com maior população no Vale do Ivaí. Já em construção são 1.311, sendo mil em Apucarana, 98 em Godoy Moreira e 213 em Jandaia do Sul. As novas moradias reduzem o déficit em 6%.

Imagem ilustrativa da imagem Déficit habitacional é de 21 mil moradias

No início da semana, o governo federal lançou a terceira etapa do Programa Minha Casa Minha Vida para contratar mais 2 milhões de moradias até 2018, que vão demandar R$ 210,6 bilhões. Esta etapa visa atender também famílias que ganham até R$ 2.350 por mês, que serão inclusas recém criada faixa 1,5. Apucarana está pré-contemplada nesta fase com 500 casas. A notícia foi dada ao prefeito Beto Preto, de Apucarana, que participou do lançamento oficial do programa em Brasília.

Apesar do otimismo, o gerente regional da Cohapar de Apucarana, Jamil Burihan Júnior, avalia que ainda é cedo para fazer um cálculo de possíveis moradias para a região, com base na terceira fase do Minha Casa Minha Casa Minha Vida. De acordo com as informações obtidas, através dos bancos de dados da Cohapar, mais de 50% das pessoas que buscam pela casa própria ganham até dois salários mínimos, ou seja, são contemplados dentro do teto da faixa 1, que passou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil.

Em Arapongas, por exemplos, 67% dos candidatos a uma moradia tanto no Residencial Piacenza quanto no Residencial Piacentini, entregues nos últimos dois anos, tinham renda familiar de até R$ 1,6 mil mensal. E 20% das famílias ganhavam menos de um salário mínimo.

Burihan Júnior comenta, entretanto, que a faixa 1,5 vai vir para atender uma demanda reprimida, entre as faixas 1 e 2, que atendia família com até R$ 3.275 e passou para R$ 3,6 mil.

CADASTRO

Os cadastros da Cohapar são feitos quando há previsão de moradia para o município. A secretária de Assistência Social, Márcia Regina de Sousa, explica que os cadastros precisam ser renovados sempre que é lançado um novo conjunto habitacional. “Só fazemos o cadastro quando temos 50% das casas construídas e enviamos para a Caixa Econômica cerca de 30% a mais para análise. Somente, depois fazemos o sorteio das casas”, esclarece.

O Residencial Fariz Gebrim, que tem 500 casas em construção, está com cerca de 50% das moradias concluídas. A previsão de entrega é para maio de 2017. A construção do Solo Sagrado, também de 500 casas, já começou e a previsão de entrega é em abril do próximo ano. Também estão previstas para Apucarana mais mil casas na segunda etapa do Fariz Gebrim. E outras 500 na segunda fase do Solo Sagrado e 591 no Jardim Barcelona.

Conjunto investe R$ 4,3 mi em Godoy Moreira

O sonho da casa própria começou a ser construído nesta semana em Godoy Moreira para 98 famílias, todas contempladas pelo Programa Minha Casa Minha Vida através da Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar). O Conjunto Habitacional São Francisco de Assis está sendo edificado ao lado do estádio municipal em terreno doado pelo município e tem investimentos de mais de R$ 4,3 milhões.

Segundo o prefeito Primis de Oliveira há mais de 20 anos a cidade não recebia investimentos em habitação. “A última casa popular que foi construída em Godoy Moreira foi em janeiro de 1994, quando entrei na prefeitura como servente de pedreiro. Se Deus quiser vou terminar o meu mandato entregando essas 98 moradias”, destaca Primis. Na zona rural, nos últimos quatro anos, outras 54 famílias foram beneficiadas com moradias e 60 aguardam liberação de recursos.

O vice José Gonçalves, o Zézinho ressalta a geração de empregos com a construção do novo empreendimento. “O maior sonho das pessoas é ter a casa própria. Mas, tão importante quanto isso, é a geração de emprego, pois a construção do conjunto ajudará a gerar renda e trabalho para nossos trabalhadores”, completa Zézinho.

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