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Duas mortes por suspeita de H1N1são investigadas

Adriana Savicki

| Edição de 19 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana confirmou ontem que dois óbitos recentes por suspeita de H1N1 estão sendo investigados. Os pacientes são um homem de 48 anos, que morreu ontem de madrugada no Hospital da Providência, e uma mulher de 33 anos, que entrou em óbito na última terça-feira.

O coordenador de epidemiologia da AMS, enfermeiro Luciano Pereira da Silva, informou ontem que no caso do óbito masculino, o homem de 48 anos esteve há nove dias atrás em São Paulo e, no retorno a Apucarana, começou a apresentar os sintomas da doença, tendo procurado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas com o agravamento do quadro foi encaminhado a unidade hospitalar.

Já a mulher apresentou sintomas da doença no último dia 8. Segundo a autarquia, o estado de saúde da paciente piorou após uma automedicação com quadro de insuficiência respiratória. Ela faleceu no dia 11, também no Hospital da Providência.

Os dois pacientes tiveram material coletado e encaminhado para o Laboratório Central do Estado (Lacen), conforme o protocolo do Ministério da Saúde. O laudo que pode confirmar a presença do vírus no organismo dos pacientes não tem previsão de entrega.

A AMS reforça que a gripe A é uma doença grave e que a população deve procurar auxílio médico aos primeiros sintomas. A vacinação contra H1N1 tem início no próximo dia 25 na rede pública de saúde Paraná.

O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª Regional de Saúde (RS), Marcos Vinícius Costa, afirma que desde o início do ano 24 casos suspeitos de gripe A foram notificados, 11 deram resultado negativo e 13 aguardam resultado de exames. Costa afirma que, além da imunização para os grupos de risco, a população deve aderir às medidas preventivas relacionadas à doença. “São medidas simples que devem ser seguidas, como evitar locais fechados, lavar as mãos com regularidade e o uso do álcool gel, que andou meio esquecido, mas é uma ferramenta de prevenção importante”, comenta. (Com assessoria)