O fenômeno El Niño continuará a influenciar o clima brasileiro pelos próximos três meses, aumentando o volume e a intensidade das chuvas na região Sul do País. A previsão foi divulgada nesta semana pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Além das chuvas no Sul, também estão previstas temperaturas mais altas que a média histórica em grande parte do País e a diminuição das precipitações nas regiões Norte e Nordeste até abril.
Para o diretor do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres do Paraná (Ceped/PR), capitão Eduardo Gomes Pinheiro, o fenômeno exige uma preparação maior do Estado e dos municípios para minimizar os efeitos das fortes chuvas previstas.
“Ao mesmo tempo em que vemos com preocupação esta previsão, principalmente depois de sair de uma semana extremamente chuvosa no Estado, sabemos que o Paraná está preparado para enfrentar novos eventos”, disse o capitão Pinheiro. “Com o Sistema de Proteção e Defesa Civil, o Governo do Estado procura avançar na proteção à população em caso de desastres naturais”, afirma.
O capitão Pinheiro explica que, em 2011 – quando as chuvas causaram fortes estragos no Litoral paranaense – o Paraná iniciou a reformulação das ações de Proteção e Defesa Civil, que estavam desatualizadas desde 1999, e buscou o fortalecimento das ações de prevenção a desastres.
Hoje o Paraná é o único Estado brasileiro em que todos os municípios contam com planos de contingência, que mapeiam as áreas de atenção e incluem informações sobre abrigos e demais recursos para o atendimento da população.
“Os planos, porém, não resolvem se os municípios não seguirem os dados no momento do desastre”, destaca o capitão Pinheiro. “A Defesa Civil trabalha sempre para que as prefeituras utilizem aquilo que foi descrito para esta área no plano de contingência”, ressalta.