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Funcionários da Sanepar aderem à paralisação

Fernanda Neme

| Edição de 04 de junho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Funcionários do setor técnico e operacional da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), de Apucarana, aderiram à greve iniciada na última terça-feira. Ontem, o movimento grevista fez uma mobilização em frente a sede da companhia em Apucarana. Grevistas também foram recebidos pelo prefeito Beto Preto.

Imagem ilustrativa da imagem Funcionários da Sanepar aderem à paralisação

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Londrina e Região (Sindael), Alexandre Schmerega Filho, a principal reinvindicação é o ajuste salarial. Estamos pedindo uma correção linear de 11,08% que será dividida entre os trabalhadores, de modo a beneficiar especialmente aqueles que estão numa faixa salarial menor”, esclarece Schmerega.

A Sanepar, de acordo com Alexandre, já apresentou uma proposta, mas foi recusada por 95% dos trabalhadores, que exigem mudanças no plano de cargos e salários, e melhorias nos planos de saúde e no programa de participação do nos resultados.

Cerca de 80 trabalhadores da Sanepar atuam em Apucarana. De acordo com o sindicato, cerca de 70% dos funcionários aderiram ao movimento. “Somente estão sendo mantidos os serviços essenciais, como a captação de água e o tratamento de água e esgoto”, frisa Schmerega.

Segundo ele, todos os demais funcionários da área operacional, incluindo leituristas e manutenção de rede, paralisaram as atividades na última segunda-feira.

Após receber os grevistas, o prefeito Beto Preto disse que irá redigir uma carta, que será endereçada ao diretor-presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, e ao gerente-geral da Sanepar da região Nordeste, Sérgio Bahls.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da Sanepar afirma que empresa oferece reposição integral da inflação e que não há qualquer risco de desabastecimento como reflexo do movimento grevista. A empresa não diz quantos servidores aderiram ao movimento mas nega que a paralisação tenha chegado a 70%.