Depois de receber novas críticas de entidades de saúde e defesa do consumidor em relação à proposta de um plano de saúde "popular", com menos serviços do que o ofertado pelos planos atuais, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou ontem que irá ampliar o grupo de trabalho criado para discutir a projeto dentro do governo.
A mudança ocorre após críticas de entidades como a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), para quem a composição do grupo apenas por representantes do governo e de empresas de planos de saúde trazia riscos de "retrocesso" aos direitos dos usuários desses serviços.
Inicialmente anunciado como plano de saúde "popular", o projeto, rebatizado agora de plano "acessível", prevê mudança nas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para que sejam ofertados no mercado planos com cobertura menor de procedimentos do que o rol mínimo obrigatório definido pela agência.
Em contrapartida, Ricardo Barros tem defendido que os preços também sejam menores, como forma de aumentar os atendimentos no setor privado e, assim, "aliviar a demanda no SUS".
Além da Proteste, o governo também deve convidar para fazer parte do grupo de trabalho representantes de Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e de entidades médicas como o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a AMB (Associação Médica Brasileira). A Abramge, associação que representa planos de saúde, também deve entrar no grupo, segundo o ministério. (FOLHAPRESS)
CIDADES
MAIS LIDAS
-
Economia
30/04Petrobras volta a produzir ureia em fábrica de fertilizante no Paraná
-
Cidades
30/04Depois de chuva de 100 mm, moradores contabilizam prejuízos em Apucarana
-
Cidades
27/06Com estimativa de supersafra, milho deve movimentar R$ 1,4 bi na região
-
Cidades
19/05Apucarana tem recorde de ocupação de leitos e novos casos de Covid-19
-
Cidades
29/04PC mira drogas ‘premium’ e prende 5 suspeitos na região