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Guarda Mirim atende mil adolescentes em Arapongas

Cindy Annielli

| Edição de 22 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Ingressar no mercado profissional, cada vez mais exigente, é um desafio ainda maior para jovens sem capacitação e experiência. Em Arapongas, o programa da Guarda Mirim busca mudar esta realidade com a oferta de cursos e encaminhamento de menores aprendizes para oportunidades de emprego. Hoje, mais de 1 mil jovens são atendidos pelo programa que tem parceria com 150 empresas entre comércio, indústria e demais prestadores de serviços no município. A entidade atua há 47 anos em Arapongas.

Imagem ilustrativa da imagem Guarda Mirim atende mil adolescentes em Arapongas

"Mudamos a forma estatutária há 5 anos e agora a Guarda Mirim tornou-se uma entidade para a formação de menores aprendizes com objetivo de inserir adolescentes no mercado de trabalho", explica o presidente Douglas Pedroso Lima.

Lima conta que o programa abrange jovens de 14 a 21 anos incompletos. No centro de convivência, os alunos têm aulas de noções jurídicas, orientação sexual, higiene pessoal, combate as drogas, informática, oficinas para desenvolvimento artístico e aulas de música, por meio do projeto musical 'Tocando a Vida'. Nas empresas, eles trabalham 4 horas por dia e são remunerados. O presidente afirma que todos os aprendizes inscritos no programa acabam sendo contratados como funcionários efetivos.

"O objetivo é vencer o abismo do menor dos 14 anos que nesta idade já começa a pensar por si mesmo. É uma oportunidade de colocar o menor no mercado de trabalho e torná-lo um indivíduo comprometido com a sociedade, não deixá-lo vulnerável nas ruas", assinala.

O presidente destaca que a entidade se mantém por meio da colaboração das empresas parceiras. “As 150 empresas que participam ajudam a custear o programa. Uma parcela vem do poder municipal, mas a sustentação financeira da Guarda Mirim vem através dos parceiros”, ressalta.

Geralmente as inscrições são abertas nos meses de fevereiro e agosto. A direção dá prioridade para os menores em contexto de vulnerabilidade social, com baixa renda e família incompleta. As inscrições devem ser feitas pelos pais ou o responsável legal do adolescente no centro de convivência localizado na Rua Corruíra, nº 318, centro. É preciso levar documentos pessoais do responsável e RG, certidão de nascimento e declaração de matrícula escolar do adolescente.