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Índice de infestação do Aedes aegypti preocupa na região

Ivan Maldonado e Renan Vallim

| Edição de 14 de fevereiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O índice de infestação do mosquito da dengue na região tem preocupado as Regionais de Saúde (RS) de Apucarana e Ivaiporã. Apenas oito dos 29 municípios levantados pela Tribuna estão com índices considerados aceitáveis. São 20 municípios em situação de alerta e um em risco de epidemia.

Imagem ilustrativa da imagem Índice de infestação do Aedes aegypti preocupa na região


O primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 foi divulgado na última semana. Os índices apontam, de cada 100 imóveis visitados, em quantos o mosquito foi encontrado. Na região da 16ª RS de Apucarana, os maiores índices estão em Rio Bom e Borrazópolis, que apresentaram, respectivamente, índices de 3,8% e 3,6%.
De acordo com Marcos Costa, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde do órgão, as pesquisas de campo foram realizadas pelos municípios entre os dias 4 e 8 de fevereiro. “Não são os números ideais. Os índices preocupam porque eles foram coletados em um período de tempo seco. Nos últimos dias, a região registrou chuvas, o que nos coloca em alerta ainda maior”, diz.
Segundo ele, a Regional de Saúde deve realizar um trabalho mais intenso nos municípios com maiores índices. “Vamos atuar em suporte à Saúde municipal de Rio Bom já na semana que vem. Devemos realizar o mesmo trabalho em Borrazópolis, mas ainda precisamos acertar os detalhes com o município”, diz.
Marilândia do Sul ficou na terceira posição da 16ª RS, com índice de 2,8%, à frente de Arapongas, com 2,4%. Em Apucarana, a porcentagem foi de 1,8%. “Além de termos vivenciado um janeiro menos chuvoso que a média, o resultado do LIRAa também é fruto do trabalho diário dos agentes de endemias. O serviço desses profissionais, inclusive, foi estendido a três finais de semana em janeiro, com foco em residências que são encontradas fechadas nas tentativas de vistorias que acontecem normalmente de segunda a sexta-feira”, avalia o diretor da Divisão de Endemias da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), Mauro de Aguiar.
A pesquisa divide a cidade em oito regiões, que apresentam índice de infestação bem variado. Neste último levantamento, a área compreendida pelo Jardim Colonial, Colégio Agrícola, Recanto do Lago, Núcleo Habitacional Adriano Correia, 30º BIMec, Vila Reis e Monte Sião foi apontada como a mais preocupante, com nível de infestação de 5,3%.
Já a região do Distrito do Pirapó, Sol Nascente, Jardim Paineiras, Jardim Interlagos e núcleos habitacionais João Paulo I e Osmar Guaraci Freire apresentou o menor nível de infestação, de 0,2%.
Na área da 16ª RS, seis casos de dengue foram registrados neste ano epidemiológico, cinco em Arapongas e um em Sabáudia.

Manoel Ribas tem índice considerado epidêmico
Dos 12 municípios da 22ª Regional de Saúde (RS) de Ivaiporã que entraram no levantamento, Manoel Ribas é o que apresenta maior incidência do mosquito: 5,3%, seguido por Ivaiporã, com 2,7%, e Jardim Alegre, com 2,4%.
“Manoel Ribas até hoje não registrou circulação intensa do vírus, apenas casos isolados. Mesmo assim, a situação é bastante grave. As cidades de Ivaiporã, Lidianópolis, Cruzmaltina, Lunardelli, Jardim Alegre e São João do Ivaí, que já tiveram epidemia de dengue, também preocupam. Se houver uma nova epidemia, as chances de acontecerem casos de dengue hemorrágica são maiores”, afirma o coordenador de endemias da 22ª RS, Claudio Nunes.
O levantamento na região foi realizado no segundo semestre de janeiro. Até a última semana havia dois casos confirmados da doença na regional, ambos na cidade de Ivaiporã, sendo um deles autóctone.
Em Manoel Ribas, a prefeita Bete Camilo (PR) afirma que as ações de controle da dengue foram intensificadas. “Ampliamos a campanha de conscientização da população e estamos realizando mutirões, principalmente no centro da cidade, onde foi localizado o maior foco do mosquito”. 
O prefeito interino de Ivaiporã, Ilson Gagliano, destaca que a prefeitura de Ivaiporã está limpando imóveis e terrenos. “Desde o ano passado, já foram mais de mil notificações e, mesmo assim, alguns proprietários colaboram. Nestes casos, a prefeitura faz a limpeza e lança as despesas na dívida ativa”.