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Infestação de caramujos preocupa em Ivaiporã

Ivan Maldonado

| Edição de 17 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A cidade de Ivaiporã registra uma infestação de caramujos africanos, que são até 15 vezes maior que os caramujos comuns. O grande volume de chuvas registrado nas últimas semanas trouxe à tona o problema existente há mais de 10 anos. A Vigilância Sanitária (Visa) alerta a população que o molusco pode transmitir doenças e está com uma campanha de orientação com medidas para evitar a proliferação.

Conforme Julho Spak, coordenador da Visa em Ivaiporã, o caramujo africano adulto é escuro e tem carapaça listrada. Cada molusco tem capacidade para produzir até 400 ovos e atinge a idade adulta em apenas seis meses, quando pode chegar a um peso 200 gramas.
Segundo Spack, o que preocupa é a rapidez na reprodução. A espécie foi identificada pela primeira vez há 10 anos na região da Vila Santa Maria. “Hoje é encontrado em praticamente toda a cidade. A condições climáticas mais quentes favorecem o aparecimento, pois o clima facilita a reprodução e a chuva permite que o caramujo se movimente com facilidade”.
Para Spak, o controle do caramujo africano, como qualquer outra praga, passa necessariamente pelo manejo ambiental. “Manter o quintal e terrenos baldios limpos e capinados, destinar o lixo corretamente, além de prevenir a infestação do caramujo evita também a proliferação de outros animais como escorpião, barata, cobra. Por isso, é importante a população manter sempre limpo o ambiente para que esses animais não se reproduzam”. 
Onde houver foco é necessário fazer a catação do caramujo utilizando-se luvas de borracha ou sacos plásticos para a proteção das mãos. Os moradores podem jogar cal virgem ou sal em cima. Não se deve jogar os moluscos em rios, lagos, lagoas, córregos, açudes, pois eles sobrevivem 48 horas na água, e irão se proliferar em outros locais. Para a completa eliminação, é necessário queimar e enterrar os invasores.