O município de Ivaiporã está a quatro casos de dengue para formalização de situação epidêmica, o que deve ocorrer nos próximos dias. Conforme informações da 22ª Regional de Saúde, o município registrava ontem 95 confirmações da doença. Com 99 casos, a taxa de incidência chegará a 300 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado epidêmico. Ontem três carros ‘fumacê’ da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) começaram a atuar na cidade.
“Desde o início do ano foram notificados mais de 240 pessoas com suspeita de dengue em Ivaiporã. Ainda aguardamos o resultado de outros 63 exames. Se a situação se mantiver como nas últimas semanas chegaremos à situação de epidemia ainda nesta semana”, comenta Claudio Nunes, coordenador de endemias da 22ª RS.
Para reforçar o combate ao mosquito Aedes Aegypti transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, a Sesa enviou para Ivaiporã três veículos UBV pesado para aplicação de inseticida, tradicionalmente conhecido como ‘fumacê’. Claudino Martins de Souza, que coordena os trabalhos, relata que a pulverização do inseticida será realizada em todo o quadro urbano em cinco ciclos, com intervalo médio de cinco dias entre uma aplicação e outra.
Souza explica que a utilização desse recurso ocorre somente quando há necessidade do controle de surtos e epidemias. “Assim buscamos eliminar o máximo de mosquitos que possam estar infectados com o vírus da dengue. Porém, esse inseticida não faz milagre, a população precisa continuar vistoriando e eliminando os focos do vetor da doença”, explica Souza.
O coordenador da Vigilância Sanitária (VISA) do município, Julho Spack orienta os moradores a manter janelas e portas abertas no momento que o ‘fumacê’ estiver passando, para que o serviço de controle do inseto tenha resultado eficaz.
Ele também recomenda cobrir alimentos expostos à mesa e cuidados com a exposição. “O inseticida não é prejudicial à saúde humana, mas pode causar reações de irritação em pessoas alérgicas ou sensíveis a produtos químicos. Por isso, alérgicos, idosos e crianças devem ficar distantes do contato direto com o inseticida”, completa Spak.