Será sepultado hoje, às 9 horas, no Cemitério Municipal de Ivaiporã, o corpo do adolescente Willian Santana de Ramos, 15 anos. O rapaz, que tinha Síndrome de Down e dengue, morreu após apresentar quadro hemorrágico na manhã de ontem (9), após seis dias de internação no Instituto de Saúde Bom Jesus (ISBJ). O município tem 157 casos da doença e enfrenta epidemia da doença.
A causa morte foi confirmada pelo médico da família, Nilto Donizete Angeli. “Na terça-feira quando foi internado, ele estava bem pálido e abatido. O teste para dengue deu positivo com fatores bastante alterados no hemograma”, relata Angeli. A dengue hemorrágica é uma forma grave da doença. No início os sintomas são iguais a dengue clássica, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque.
Apesar da dengue hemorrágica se apresentar costumeiramente em pessoas que já tiveram contato com o vírus, segundo o médico, essa foi a primeira vez que Willian contraiu a doença. “A dengue depende muito de como o organismo da pessoa vai reagir. Pelo fato da Síndrome de Down e ser uma criança mais susceptível, ele era mais vulnerável a desenvolver a forma grave da doença”, acredita Angeli.
Enerina Santana de Ramos, mãe de Willian, espera que a morte prematura do filho sirva de exemplo para outras famílias. “Se a gente cuida bastante do quintal para evitar os criadores do mosquito, infelizmente tem muitas que ainda não cuidam. Espero que essas pessoas acordem para o problema. Não é somente a própria vida delas que estão em risco, mas de muitas pessoas”, completa Enerina.
Segundo a 22ª Regional de Saúde, desde abril Ivaiporã está em situação de epidemia de dengue. Até a última sexta-feira (6), das 468 notificações de suspeita de dengue 157 casos da doença haviam sido confirmadas no município. Porém, até o caso de Willian nenhum havia sido considerado grave. O órgão ainda não confirmou o óbito oficialmente porque depende de resultados de exames.
FUMACÊ
Segundo a enfermeira Nilza da Silva Fernandes, do setor de epidemiologia, após a aplicação do inseticida, o número de casos suspeitos caiu. Na semana passada, foram apenas 10 casos suspeitos.
“Os casos suspeitos são bem menos frequentes, mas precisamos ainda do comprometimento de todos”, assinala Nilza. Até agora foram realizados cinco ciclos de aplicação do inseticida em toda a cidade. “Fizemos agora a coleta para ver se ainda temos focos e se for necessário será feita novas aplicações”, completa Nilza.