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Juiz manda fechar Festoque; Acia tenta derrubar liminar

Renan Vallim

| Edição de 10 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Liminar concedida no início da noite de ontem pela 1ª Vara Cível de Apucarana determinou a suspensão da 24ª edição da Festoque de Apucarana, aberta na última quarta-feira. A medida atende a ação cautelar impetrada pelo Ministério Público que questiona a segurança do evento. A assessoria jurídica da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia) afirmou ontem que vai apresentar a documentação exigida para garantir a continuidade do evento, que encerra no domingo.

Por volta das 20 horas de ontem, policiais civis acompanharam um oficial de Justiça para entregar a determinação judicial para os organizadores do evento, no Tropical Shop. Ontem, a feira transcorreu normalmente até o fechamento, às 22 horas.
A ação cautelar com pedido de liminar foi impetrada pelo promotor Thiago Cava após denúncia junto ao MP. Segundo o MP, o evento estaria sendo realizado sem autorização do Corpo de Bombeiros.
A sentença do juiz Laércio Franco Júnior, determina, em caráter liminar, a suspensão da feira sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.
O advogado Henrique Gasparotti, que representa a Acia, estava ontem à noite no Fórum de Apucarana tentando reverter a decisão e derrubar a liminar.

Ele apresentou ao Poder Judiciário o plano de segurança elaborado para o evento e também liberações de anos anteriores. A Festoque é realizada há cinco anos no Tropical Shop. “Estamos otimistas de que vamos conseguir manter o evento”, afirma o advogado.
O presidente da Acia, Júnior Serea, admitiu ontem à noite que a associação não obteve a liberação do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, mudanças na legislação após a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), tornaram a liberação de grandes eventos mais rigorosas. No caso do Tropical Shop, a falta de um hidrante no setor da praça de alimentação e da 4ª Feira de Móveis inviabilizou a autorização.

MAIS EXTINTORES
“Nós compensamos isso com mais extintores e também com um número grande de brigadianos de incêndio contratados. Isso, na nossa opinião, garante a segurança do local”, diz Serea.
No entanto, ele afirma que o Corpo de Bombeiros, mesmo assim, não emitiu o documento necessário.

Segundo ele, a suspensão do evento vai acarretar graves prejuízos aos comerciantes. “É um evento tradicional, que ocorre há 24 anos e há cinco anos no mesmo local”, ponderou.
Ao todo, 62 lojas de diversas segmentos do comércio estão com produtos à venda na feira. A expectativa de público nos cinco dias de feira é de 30 mil pessoas, mesmo número do ano passado.
Até o fechamento desta edição, não havia uma nova manifestação da Justiça. Acompanhe mais informações sobre o assunto hoje no site www.tnonline.com.br