Não passar o Ano Novo com os bolsos vazios, não comer carne de frango, guardar em lugar seguro para ninguém achar a tampa da garrafa de champanhe que fez muito barulho, e ainda pular só com o pé direito são superstições para atrair boas coisas que ultrapassam gerações e estão presentes na maioria das famílias noite do réveillon. A reportagem da Tribuna saiu as ruas de Ivaiporã para saber quais são os costumes mais tradicionais.
O carteiro João Machado da Silva, embora no dia a dia use o amarelo e azul do uniforme dos correios faz questão de na noite de ano novo usar roupas brancas. Segundo ele, é uma tradição que o acompanha desde a adolescência. “Acredito que o branco traz paz, sorte, tudo que é bom. Sempre foi assim e continua dando certo”, relata Silva.
A servidora pública, Sandra Regina Freitas, não faz questão nas cores das roupas, mas relata que a família dela têm costume de separar 12 caroços de uva e comer à meia-noite. “Cada caroço representa um mês do ano, e para cada mês fazemos um pedido”, explica Sandra.
Já o empresário Antônio do Carmo Macias Montoro gosta mesmo é do estouro da champanhe na virada do ano. “Diz a tradição que quando maior o estouro o ano vindouro será melhor. Com as dificuldades de 2016, nesse réveillon pretendo sacudir muito a garrafa antes de estourar”, brinca Montoro.
Na mesa da família da professora Rose Sirço, o que não pode faltar é uva, romã e lentilha. “É sinal de prosperidade e graças a Deus vem se comprovando a cada ano que passamos”, relata Rose.
TRADIÇÃO NA MESA
A chef de cozinha do Espaço Requint’s, Euzélia Lopes, que desde a segunda-feira trabalha no preparo dos pratos que foram encomendados para o réveillon, diz que na maioria das casas de Ivaiporã os pratos se assemelham. “Frango nem pensar, porque cisca para trás. A maioria pede porco mesmo, peixe que nada para frente, lentilha, a salada caesar, e massas”, relata Euzélia. A tábua de frios e frutas também é campeã de encomendas.
Segundo Euzélia, apesar da crise no país, o resultado com as festividades de fim de ano foi muito positivo. Segundo ela, as encomendas neste ano superaram as expectativas, com crescimento acima de 50% em relação ao ano anterior. “As pessoas estão querendo ficar mais com a família em vez de ficar no fogão. É um custo beneficio que vale a pena”, comenta Euzélia. (IVAN MALDONADO)