CIDADES

min de leitura - #

Metade da malha viária precisa de melhorias

Da Redação

| Edição de 31 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Mais da metade da malha rodoviária do Paraná apresenta algum tipo de deficiência e seriam necessários R$ 3,01 bilhões de investimentos para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos de rodovias danificadas. Os números integram a 19ª Pesquisa CNT de Rodovias 2015, divulgada ontem. Na região, o estudo avaliou 6 rodovias e apenas duas podem ser consideradas boas.

Imagem ilustrativa da imagem Metade da malha viária precisa de melhorias

Segundo o estudo, 52,3% (3.136 km) da extensão avaliada no Paraná apresentam algum tipo de deficiência, sendo o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo. Somente 47,7% (2.860 km) tiveram classificação ótimo ou bom. A Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 5.996 km no Estado e, em todo o Brasil, foram mais de 100 mil km avaliados.

A pesquisa avalia itens das rodovias como pavimento, sinalização e geometria. Na região, foram avaliadas as rodovias federais BR-369 e BR-376 e quatro estaduais: PR-444, que liga Arapongas a Mandaguari, PR-170, a Rodovia do Milho, PRT-466, que passa por Jardim Alegre e Ivaiporã, e PR-453, que liga Borrazópolis a PR-170.

As duas rodovias federais, que são pedagiadas, tiveram as melhores avaliações na pesquisa (ver quadro). Já a PR-170, foi a pior classificada, com três quesitos ruins e um péssimo. A PR-444, uma das campeãs de acidentes graves foi considerada regular, contudo o estudo classifica a geometria da pista – que é alvo inclusive de um projeto de remodelação – como péssima.

NACIONAL

A pesquisa também mostra a evolução da extensão das rodovias. Nos últimos 15 anos, a extensão de rodovias pavimentadas no Brasil aumentou 23,2%. Enquanto em 2001, o país tinha 170,9 mil quilômetros com pavimento (9,8% do total), em 2015, esse número chegou a 210,6 mil quilômetros (12,2% do total).

“O crescimento foi somente de 39,7 mil quilômetros [km], para um tipo de transporte que corresponde a mais de 60% das movimentações de carga e a mais de 90% dos deslocamentos de passageiros. O investimento em infraestrutura foi baixo, e a frota de veículos aumentou 184,2% no período”, informa o documento da CNT.

De acordo com o anuário, os estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km); São Paulo (24.976,6 km); Paraná (19.574,1 km); Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km).