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Ministério da Saúde vai acompanhar grávidas

Folhapress

| Edição de 03 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A exemplo de medidas já adotadas em alguns Estados, o Ministério da Saúde irá estabelecer uma política de acompanhamento de gestantes com sintomas de zika, afirmou ontem o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A iniciativa ocorre diante do aumento de casos de microcefalia, má-formação do cérebro que trazer limitações ao desenvolvimento da criança. No sábado, o governo confirmou a relação entre o surto e o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. "Gestante com zika também vai ser acompanhada", afirmou.

O possível acompanhamento de grávidas, com exames seriados que podem avaliar os impactos da infecção pelo zika, já estava em estudo pelo Ministério da Saúde, conforme divulgou a Folha de S.Paulo na última semana.

Questionado pela reportagem, o ministro não deu detalhes de como a estratégia deve ocorrer. A medida já é adotada no Estado do Rio de Janeiro e Pernambuco.

Além do acompanhamento de gestantes com zika, o governo e secretarias estaduais de saúde trabalham na elaboração de novos protocolos para dar assistência às grávidas cujos bebês foram diagnosticados com microcefalia ainda durante a gestação.

Segundo Castro, a situação preocupa e não tem precedentes no mundo. "Tudo isso é novo, nunca aconteceu antes. Não tem literatura, nada."

"O que estamos recomendando para gestantes e quem quer engravidar é ter cuidados redobrados. Mosquito tem hábito diurno, e tem preferência pelas extremidades. Usar sapatos, meia e calças. E se possível telar suas casas", afirmou.

Em um avanço inédito, o país já registra 1.248 casos suspeitos de microcefalia. Os registros já ocorrem em 311 municípios de 14 Estados, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde. O aumento de casos tem surpreendido o governo e profissionais de saúde. Para comparação, na última semana, o boletim apontava 739 casos -um aumento de 68%.

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