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Moradores de Aricanduva reclamam de passarela

Renan Vallim

| Edição de 05 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A passarela para pedestres, construída pela Viapar na BR-369 entre Apucarana e Arapongas, tem gerado reclamações. Moradores do Distrito de Aricanduva, onde a obra foi feita, dizem que a distância inviabiliza o uso da passagem e, por isso, a maioria das pessoas insiste em atravessar a rodovia pelo asfalto. Para tentar minimizar o problema, a Viapar está realocando os pontos de ônibus no trecho. 

A passarela era um pedido antigo dos moradores do distrito. No entanto, o ponto escolhido pela concessionária da rodovia tem recebido críticas. “A passarela ficou muito longe da entrada do distrito e, por isso, o pessoal não respeita. Quase ninguém usa a passarela. O pessoal passa é pelo asfalto mesmo. É um risco maior, mas entendo quem faz isso”, diz Sérgio Paulo Vieira, dono de uma loja às margens da rodovia.
O motorista Carlos Vanderlei Aveiro, que transita pelo local com frequência, concorda. “Se a passarela tivesse sido construída na entrada do distrito seria muito melhor utilizada. É uma passarela muito boa, mas que foi colocada no lugar errado”, afirma.

Imagem ilustrativa da imagem Moradores de Aricanduva reclamam de passarela
Viapar mudou os pontos de ônibus de lugar para incentivar uso da passarela | Foto: Sérgio Rodrigo

A passarela foi construída a aproximadamente 300 metros do ponto de ônibus usado pelos moradores do distrito. Portanto, para utilizarem a passarela, os moradores são obrigados a andar pelo menos 600 metros, entre ir até a passarela, utilizá-la, e ir até o ponto de ônibus. Antes, o trajeto era de 30 metros.

Ontem, operários da Viapar estavam no local mudando os pontos de ônibus de lugar. Eles foram colocados a poucos metros das saídas da passarela, com o intuito de incentivar os moradores a utilizarem a nova passagem. Em nota, a Viapar afirma que o local onde a passarela foi construída “foi escolhido em conjunto com o DER por ser um local que atende um grande número de pedestres das comunidades”.