Foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério Cristo Rei, em Apucarana o corpo da pioneira e uma das principais ativistas pelos direitos dos deficientes físicos da região, Emília Cretuchi Quartim. Dona Emília morreu aos 70 anos por volta das 18 horas de anteontem no Hospital da Providência, onde estava internada desde a última terça-feira. Ela sofreu um infarto e seu estado de saúde se agravou com um quadro de pneumonia e insuficiência renal.
Dona Emília foi uma das fundadoras da Associação de Deficientes Físicos de Apucarana (Adefiap), que presidia há 27 anos. Ela era filha de Emílio Cretuchi, o primeiro maquinista da Rede Ferroviária Federal, que chegou a Apucarana junto com a ferrovia, na década de 50. Criada em Apucarana, Emília iniciou carreira como escriturária em Ribeirão Preto, onde conheceu o esposo, Nicanor Teixeira Quartim. Já casada, ela retornou a Apucarana onde trabalhou em uma creche até se aposentar. A pioneira deixa seu esposo Nicanor Teixeira Quartim, os filhos Vanessa Cretuchi Quartim e Marcelo Fábio Cretuchi, além de cinco netos e um bisneto.
O corpo de dona Emília foi velado na sede da Adefiap, associação que beneficia cerca de 1,5 mil pessoas que ela ajudou a construir. Uma das principais conquistas da associação e também de dona Emília foi a nova sede da entidade, inaugurada em 2013 após um investimento de cerca de R$ 1,3 milhão.
O prefeito Beto Preto declarou luto oficial pela morte da pioneira. O prefeito destaca que a atuação da Dona Emília era firme e decidida na defesa dos direitos dos deficientes físicos e lembrou a mais recente conquista de Emília Cretuchi Quartim à frente da Adefiap. “Dona Emília fez contatos, negociou e trouxe para Apucarana e região o Programa Viver Sem Limites, do Governo Federal, garantindo cadeiras de rodas motorizadas para muitos deficientes”, informou Beto Preto, acrescentando ainda a luta da presidente da Adefiap para que fossem implantados acessos especiais a cadeirantes em ônibus do transporte coletivo urbano de Apucarana.
Emília também era escritora, tendo publicado diversos contos e o livro intitulado “O amor no trem da saudade”. No ano de 2014, ela recebeu “Diploma por Méritos Comunitários”, outorgado pela Câmara Municipal de Apucarana