PrNão saber o que realmente compõe os produtos industrializados sempre foi um problema para a dona de casa Suely Tanaka Pires de Camargo, 63 anos. Desde a infância, a apucaranense é alérgica à lactose, glúten, carne de porco, camarão, chocolate, entre outros vários alimentos. Ela faz parte do grupo de alérgicos beneficiados pela determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige que seja informada nos rótulos dos alimentos a presença de 17 tipos substâncias que podem causar alergia. “Passei a vida toda me privando de comer alimentos industrializados. Pois na dúvida, prefiro não me arriscar a passar mal. Agora vai ficar mais fácil para nós, alérgicos”, comenta.
A informação sobre as substâncias virá abaixo da lista de ingredientes e dirá se o alimento contém ou pode conter a substância alergênica ou seus derivados. Os rótulos deverão informar se o produto contém as substâncias mais comumente relacionados a alergias (ver infográfico).
Além disso, os rótulos também deverão dizer se há látex natural no alimento. A medida já está valendo para alimentos produzidos a partir do último dia 3.
Até os 50 anos, as fortes crises alérgicas de Suely sempre foram controladas com antialérgicos e corticoides receitados por dermatologistas. Porém, há 13 anos, a dona de casa passa por tratamentos homeopáticos. “Tive a pior crise em toda a vida. Meu corpo todo ficou inchado. Procurei um dermatologista e ele indicou que eu procurasse um homeopata para desintoxicar meu organismo, pois tomei por muitos anos corticoide”, explica Suely, que diz ter aprendido a conviver com a alergia.
Assim como dia a dia de Sueli, o cotidiano da dona de casa Camila Rezende, 27, de Apucarana, também não é tão fácil. Em 2010, quando estava grávida do segundo filho, Camila passou mal após comer um doce industrializado a base de avelã. “Fiquei uma semana com coceiras pelo corpo, enjoo e diarreia. Minha cabeça também ficou pesada”, recorda.
Na época, Camila não confirmou, mas algum tempo depois sentiu os mesmos sintomas quando comeu um pedaço de bolo de nozes. Após ir ao médico, a suspeita foi confirmada. “Sou alérgica a nozes, castanha de caju e do Pará, avelã. Não posso nem colocar na boca que o organismo já reage”, conta. Com a nova lei, Camila acredita que será mais fácil descobrir se o alimento tem traços das substâncias que fazem mal para ela.
CAMARÃO
Diferente de Suely e Camila, a atriz Ana Silva, 26, de Apucarana, tem alergia a camarão. Ela descobriu a alergia em 2007 quando viajava para a praia com a família. “Minha irmã fez estrogonofe de camarão, comi um pouco e na mesma hora meu corpo inteiro ficou manchado por bolinhas vermelhas. Minha garganta não chegou a fechar, mas meus olhos avermelharam e incharam”, recorda.
Ana conta que foi ao médico no dia seguinte e ele diagnosticou a alergia não só de camarão, mas de peixes também. “Eu tenho um sério problema, adoro camarão. Aliás, gosto de frutos do mar e peixes. Por isso, o médico me deu um antialérgico para tomar antes de comer qualquer coisa que contenha as substancias”, explica.
Sobre a lei, Ana acredita que será uma forma de facilitar a vida dos alérgicos. “Alergia a alimento não é brincadeira. Com certeza vai me ajudar e ajudar muita gente que também tem o mesmo problema. Até como forma de prevenção, como é o meu caso que não consigo deixar de comer”, salienta.
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