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Petrobras altera contratos e gás de cozinha vai subir

Adriana Savicki

| Edição de 02 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Petrobras anunciou ontem um novo reajuste do preço do gás de botijão. A empresa alterou os contratos com distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), pressionando o custo do produto. Os novos preços entraram em vigor ontem para distribuidoras. Para o consumidor final, segundo revendedores ouvidos pela reportagem, o impacto pode chegar a 6%. Em Apucarana, o botijão de 13 kg, que tem preço médio de R$ 60, deve sofrer reajuste de R$ 4. Em setembro, o preço do gás de cozinha já sofreu um aumento de 12%, índice puxado principalmente pela data-base da categoria.

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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que as mudanças têm por objetivo eliminar subsídios cruzados que eram concedidos no setor. "Algumas distribuidoras usavam a infraestrutura da Petrobras e pagavam por isso. Outras usavam e não pagavam. E isso é injusto", afirmou o executivo, em entrevista após evento no Rio.

Por isso, explicou, a Petrobras decidiu incluir no preço cobrado às distribuidoras os custos logísticos da entrega do gás. São custos referentes ao uso, por exemplo, de tanques de estocagem do combustível. Ele ressaltou que não houve reajuste no preço do GLP, mas apenas a inclusão dos custos logísticos.

Segundo a Petrobras, o aumento médio será de R$ 0,20. O preço final, porém, é livre e dependerá da estratégia comercial de cada distribuidora. Distribuidoras e revendedores do produto discordam da conta da estatal e apontam uma alta bem maior.

Dono de uma revenda em Apucarana, Ivo Guerra destaca o efeito cascata que do reajuste para as grandes distribuidoras até o consumidor final. “Esses centavos que a Petrobrás anunciou é por quilo, como o botijão tem 13 kg, segundo a distribuidora, isso vai para R$ 2, e vai sendo acrescido de encargos e tributos até chegar aqui”, comenta. Segundo ele, a previsão é de um reajuste de R$ 4. Em Apucarana, o botijão vem sendo vendido entre R$ 55 e R$ 63.

Outro revendedor de gás, Celso Gardina, destaca que ao contrário de outros reajustes, quando a concorrência fez o setor amortizar a alta, neste o repasse deve ser integral. “Em setembro, quando o gás subiu, já não deu para segurar a alta”, comenta. Segundo ele, a ‘mexida’ nos preços não vem em boa hora por conta do período do ano. “Com o calor, o consumo cai e o setor vende menos”, comenta.