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Polícia Civil fecha boate em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 10 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Três revólveres municiados e várias porções de drogas foram apreendidos durante operação, realizada pela Polícia Civil, em parceria com a Polícia Militar, na boate “Imperium”, localizada na Rua Firman Netto, na área central de Apucarana. A intervenção no local ocorreu no início da madrugada de domingo. Até ontem à tarde, duas pessoas continuavam detidas, o dono do estabelecimento Ariceu Sorzi, que estava com dois revólveres municiados, e o funcionário Pedro Lucas Galan, que também estava armado com um revólver. Eles vão responder por porte ilegal de arma de fogo. Outras três pessoas, que também foram detidas, acabaram liberadas pela polícia.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia Civil fecha boate em Apucarana

Ontem de manhã uma equipe da Polícia Civil esteve novamente no local e constatou uma série de irregularidades. De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, José Aparecido Jacovós, o local já era investigado há algum tempo pelo Polícia Civil. O espaço era alvo constate de denúncias de tráfico de drogas, inclusive várias ocorrências foram registradas envolvendo brigas e até um homicídio.

No último dia 2 de abril, um jovem, de 27 anos, foi executado a tiros em frente à boate. Michel David do Prado foi alvejado por diversos tiros e morreu no local. “Três mortes ocorridas, em Apucarana este ano estão diretamente relacionadas com este local. Pessoas iniciaram brigas e rixas aqui dentro, entre criminosos, e acabaram morrendo do lado de fora”, diz.

Na avaliação do delegado, traficantes usavam o local como ponto de venda de drogas. “Aqui não era um estabelecimento comercial para as pessoas se divertirem, mas, praticamente, uma associação para o tráfico de drogas”, resume.

MENORES

Ainda segundo Jacovós, o local também servia para corromper menores. Uma reunião entre a Polícia Civil e a Vara da Infância e Juventude foram discutidos os problemas relacionados à casa noturna. “Vários casos de violência envolvendo adolescentes foram discutidos, as coisas se iniciaram aqui”, argumenta.

Durante a vistoria de ontem de manhã, a equipe da Polícia Civil, além das irregularidades estruturais do prédio, se deparou com dezenas de documentos em uma gaveta. De acordo com o proprietário do estabelecimento, os documentos foram perdidos no interior da boate. “Não podiam estar aqui. Vamos investigar para que eram usados”, comenta o delegado.

As drogas encontradas com os frequentadores do espaço, como ecstasy, LCD e maconha, não caracterizaram tráfico, por estarem fracionadas em pequenas quantidades.

Casa noturna estava irregular

A vistoria realizada ontem de manhã na boate “Imperium” constatou uma série de irregularidades estruturais. O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, José Aparecido Jacovós, comentou sobre a falta de saída de emergência, extintores de incêndio e escada inadequada para o local. “A escada que dá acesso ao pavimento superior tem apenas 75 centímetros, o que é irregular. Outra coisa, não tem saída de emergências e mesas atrapalhavam o acesso à saída”, pontua.

Ainda segundo Jacovós, os extintores estavam em um depósito e a saída de emergência trancada com chave tetra. Já de acordo com o Corpo de Bombeiros, o alvará de licença está em processo de renovação.

No dia 14 de março, uma equipe dos Bombeiros fez a vistoria solicitada pelo proprietário, mas o documento não foi liberado, uma vez que o local precisa passar por algumas adaptações. Neste caso, o dono da casa noturna tem 90 dias para fazer as alterações solicitadas. O prazo venceria dia 14 de junho.

Após essa data, ele seria notificado e teria mais 30 dias para ficar em dia com o Corpo de Bombeiros. Entre as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros durante a vistoria está a regularização das saídas de emergências e adaptação da escada.