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Polícia prende 50 em rinha de galo em Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 28 de junho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Um esquema de rinha de galo foi desarticulado pela Polícia Ambiental de Londrina no último fim de semana em Arapongas. A estrutura onde eram realizada as competições revela a organização dos criminosos. Num ambiente climatizado, funcionavam duas arenas de alvenaria, conhecida entre os praticantes de rebolo ou tambor. No local ainda foram apreendidos cadernos com a movimentação das apostas, que chegava a R$ 28 mil.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende 50 em rinha de galo em Arapongas

No total, 50 pessoas foram presas e ouvidas na 22ª Subdivisão Policial, de Arapongas, e vão responder em liberdade por maus-tratos a animais. Durante a operação 600 galos foram resgatados e enviados a serviços de proteção animal, onde devem ficar até o final do processo. Três espingardas e um revólver também foram apreendidos, além de R$ 20 mil em dinheiro.

De acordo com a porta-voz da Polícia Ambiental, de Londrina, Camila Reina, a investigação começou há dois meses e foi desencadeada pelo Serviço Reservado da instituição. Uma força-tarefa foi organizada na tarde do último sábado, como a participação de 30 policiais da Força Verde e apoio da 5º Companhia da Polícia Militar, para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, que foram cumpridos em oito sítios no município de Arapongas.

A ação principal aconteceu no Sítio Giraldi, onde foi construída a estrutura completa para realização das rinhas e apostas. Neste sítio, a polícia encontrou 134 galos e R$ 15 mil em dinheiro. Em outras sete localidades foram encontradas três espingardas, um revólver, calibre 38, munições, dinheiro e mais galos, cerca de 460.

Ainda segundo a porta-voz, no sítio foram encontrados vários cadernos com anotações de como funcionava esquema, inclusive, com valores das apostas. Uma delas chegava a R$ 28 mil. “O esquema era bem organizado e envolvia pessoas esclarecidas, como empresários de várias cidades”, diz. As rinhas atraiam pessoas de Arapongas, Apucarana, São Jerônimo da Serra e Bela Vista do Paraíso, que pagavam R$ 30 para entrar na propriedade.

Outro detalhe que chamou a atenção foi o material de divulgação, como bonés e camisetas com o seguinte slogan: “Criamos por amor. Brigam por instinto”. As rinhas para brigas de galos são proibidas desde 1998 no Brasil, conforme estabelece o artigo 32 da Lei 9.605, chamada de Lei dos Crimes Ambientais.