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PRF libera bloqueio na BR-376 em Apucarana

Cindy Annielli

| Edição de 12 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou na manhã de ontem trecho da BR-376, em Apucarana, que estava bloqueado por caminhoneiros desde segunda-feira, quando a categoria declarou greve nacional. O ponto estava entre os últimos focos de resistência do movimento na região. Boletim da PRF divulgado às 16h30 de ontem informou que, no Paraná, apenas a BR-277, em Guarapuava, estava fechada por manifestantes. Já a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informou que todas as estradas estaduais foram liberadas. Em geral, o número de rodovias bloqueadas no País diminuiu ainda mais após o Governo Federal aumentar o valor das multas.

Imagem ilustrativa da imagem PRF libera bloqueio na BR-376 em Apucarana

O chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da PRF de Londrina, Sérgio Oliveira, informou que equipes desocuparam a BR-376 em Apucarana por volta das 9 horas. "Notificamos o líder da manifestação por conta da determinação judicial. A ordem foi acatada sem problemas e a pista foi liberada pelos manifestantes", declarou.

Conforme Oliveira, a única rodovia federal que permanecia parcialmente interditada até às 16 horas ontem no Paraná era o km 339, da BR-277, em Guarapuava. "A PRF vai continuar agindo. Aos manifestantes que não acatarem a decisão serão aplicadas multas", reforçou.

No primeiro dia de greve rodovias estaduais e federais de pelo menos 13 Estados estavam fechadas por manifestantes. Ontem, a adesão foi menor. Até as 18 horas foram registradas paralisações em pelo menos 8 Estados. Além do Paraná, ontem também foram registrados protestos na Bahia (BA), em Goiás (GO), Minas Gerais, Mato Grosso (MT), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). A categoria, liderada pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff, além de reivindicações como atualização do valor do frete, redução do valor do combustível, salário unificado em todo o País, dentre outras exigências.

Após ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), a juíza Ana Carolina Morozowskida 3ª Vara da Justiça Federal, sediada em Curitiba, determinou multa de R$ 5 mil por hora a cada manifestante que “ocupar, obstruir ou dificultar a passagem em quaisquer trechos das rodovias federais”. A decisão judicial também autorizou o uso de força policial em caso de descumprimento, o que esvaziou o movimento