Os 26 municípios do Vale do Ivaí mais Arapongas e Sabáudia criam e abatem, anualmente, quase 1 mil toneladas de peixe. Este volume equivale a uma movimentação financeira que chega a R$ 5,2 milhões. Paraná espera aumentar em 20% a produção do setor em 2019. Porém, criadores da região pedem mais incentivos para poderem investir e, assim, aumentar a produção.
Os dados são do Valor Bruto de Produção Agrícola (VBP) de 2017, divulgados pela Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Na região, a tilápia é a espécie mais produzida, com 681,3 toneladas anuais, movimentando mais de R$ 3,2 milhões. Em seguida aparece o pacu, com 123,5 toneladas e R$ 804 mil movimentados.
São João do Ivaí é responsável por 329 toneladas de peixe produzidas na região, sendo o maior município criador do Vale do Ivaí. São mais de R$ 1,7 milhão gerados pela piscicultura no município. Depois aparece Sabáudia, com 127,5 toneladas e R$ 630,1 mil movimentados.
Líder na produção nacional de pescados em cativeiros, o Paraná projeta crescimento da ordem de 20% na atividade em 2019. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, a expectativa é atingir a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe. O incremento vem sendo alavancado pela tilápia, que representa 80% do volume total do Estado.
“Esta previsão otimista se baseia principalmente no incentivo ao consumo de peixe e também à entrada de novas indústrias no segmento, aumentando a oferta e visibilidade do produto para o consumidor”, aponta o analista de piscicultura do Deral, Edmar Gervásio.
Porém, os piscicultores da região pedem mais incentivos para poderem alavancar a produção, como Luiz Ciola, criador de peixes há quase 30 anos em Ariranha do Ivaí. “Até 1998, a região produziu bastante e vinha crescendo. Mas, por falta de incentivo, infelizmente a piscicultura estacionou. Os produtores que ficaram na atividade são basicamente os mesmos e a produção é para atender a demanda da região”, conta.
Segundo o agrônomo Randolfo Oliveira, do Deral de Ivaiporã, a tendência é de que a atividade permaneça nos mesmos patamares de 2017 e sem expectativa de crescimento. “A demanda aqui na região permanece a mesma, o mercado não mudou e não há expectativa de crescimento em curto prazo. Nos municípios que temos realizado levantamentos, percebe-se que o pessoal que tem os tanques construídos manteve e não se vê movimentação para a construção de novos tanques”.