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Renovação chega a 60,6% nas Câmaras Municipais da região

Renan Vallim

| Edição de 06 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apesar da crise política brasileira ter gerado um clima de necessidade de renovação, o pleito deste ano elegeu menos vereadores novos do que há quatro anos na região. Enquanto que a renovação nas Câmaras Municipais dos 26 municípios do Vale do Ivaí mais Arapongas ficou em 64% em 2012, neste ano o índice não passou de 60,6%.

As câmaras com maior renovação são as de Arapuã, Cambira e Mauá da Serra. Em cada uma delas, 88,9% dos vereadores não fazem parte da legislatura atual. Com isso, das nove cadeiras que cada município possui, apenas uma continuará com o mesmo dono. As outras oito serão ocupadas por ‘caras novas’.

Oito municípios trocaram 55,6% de seus vereadores. Esse foi o índice mais comum e se repetiu em Ariranha do Ivaí, Cruzmaltina, Godoy Moreira, Grandes Rios, Marilândia do Sul, Marumbi, Novo Itacolomi e São João do Ivaí. Isso significa que, dos nove vereadores de cada município, quatro se reelegeram, deixando cinco vagas para novidades.

O índice de renovação em Apucarana foi alto, ficando acima da média regional: 72,7%. Das 11 cadeiras do Legislativo local, oito terão novos ocupantes a partir de janeiro de 2017. Número é maior do que na eleição passada, em 2012, quando sete novos vereadores entraram na Câmara. Nesta eleição, no entanto, dois decidiram não tentar a reeleição.

Já Arapongas ficou bem longe do patamar de renovação registrado no pleito anterior. Com oito novos vereadores entre os 15 possíveis, o índice de mudança no município ficou em 53,3%. Em 2012, foram 13 novos vereadores. Vale ressaltar que, no pleito anterior, o Legislativo passou a contar com 15 cadeiras no município, ao contrário das 11 até aquele ano.

A menor renovação aconteceu nas câmaras de Rio Branco do Ivaí e São Pedro do Ivaí. Em cada uma, três dos nove vereadores eleitos são novos. A situação de Rio Branco do Ivaí é ainda mais emblemática, pois todos os atuais vereadores que buscaram se reeleger conseguiram.

CRISE

Apesar dos números terem ficado, de modo geral, abaixo dos registrados em 2012, o sociólogo Antônio Marcos Dorigão, do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), destaca que a crise política enfrentada atualmente pelo país se refletiu nas urnas.

“A situação atual do país fez com que o eleitor refletisse mais sobre a política. Houve o pedido por mudança por parte do eleitorado, ainda que algumas cidades mantiveram boa parte de suas Câmaras. É preciso ressaltar que é difícil estabelecer um paralelo entre cidades, já que algumas delas têm uma certa ‘tradição’ em reeleger pessoas que já ocupam cargos públicos, enquanto outras sistematicamente não o fazem”, afirma.

Ele lembra ainda que o Paraná foi palco de uma forte mobilização pela redução do número de cadeiras nas câmaras e também pela diminuição dos salários dos vereadores. “No entanto, não podemos ignorar que alguns candidatos possuem um eleitorado cativo, uma região da cidade onde seu nome é mais forte, por exemplo, e isso também faz bastante diferença”.

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