Depois de instaurar inquérito para investigar denúncia da Prefeitura Municipal sobre o desvio de materiais elétricos usados na reforma do Complexo Esportivo José Antônio Basso, a Polícia Civil de Apucarana deteve anteontem, três funcionários públicos, que confessaram o desvio. Uma grande quantidade de fios e equipamentos foi apreendida.
O delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), disse que os servidores vendiam os materiais e também usavam em reformas e serviços nas próprias casas. A polícia acredita que o esquema ocorra há anos e estima que o desfalque tenha custado mais de R$ 30 mil aos cofres públicos. A prefeitura instaurou processo administrativo e disse que, se os fatos se comprovarem, os servidores serão exonerados, além de responder processo na esfera criminal.
Foram detidos na segunda-feira: Alex José de Oliveira, 25 anos, Márcio Miranda Falcão, 22 e José Marino Alves, 53 anos. Na casa de um deles a polícia apreendeu mais de R$ 15 mil em apetrechos destinados à manutenção elétrica.
“Houve a denúncia por parte da prefeitura sobre o sumiço de materiais elétricos e, durante as investigações, descobrimos que três servidores estavam desviando materiais usados para a construção do ginásio e também materiais usados em manutenção elétrica”, informa o Jacovós. De acordo com o delegado, agora a polícia apura a informação de que existe um receptador.
O procurador jurídico do município, advogado Paulo Sérgio Vital, informou que os três suspeitos são concursados, dois aprovados em processo realizado no ano passado. O mais velho tem 30 anos de carreira na prefeitura.
Vital instaurou processo administrativo para investigar a conduta dos servidores. “Foi aberto processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e se for comprovado que os três desviaram os materiais eles serão demitidos”, frisou.
DEFESA
O advogado Guilherme Augusto Villagra, que atua na defesa de José Alves, disse que seu cliente trabalha na manutenção dos semáforos e que faz plantão 24 horas. Na casa de Alves foram encontradas maior quantidade de material. “O material estava na casa dele há muito tempo, porque como faz plantão e é acionado a qualquer momento ele guarda os materiais na casa dele. Além disso ele também é autorizado a ficar com a caminhonete da prefeitura para se deslocar até os locais para consertar semáforos. Ele nunca vendeu e nem tinha intenção de vender”, afirmou o advogado.
Segundo informações do plantão da Polícia Civil, o trio foi interrogado e liberado no fim da tarde de ontem.