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Sesp reforça a segurança em Londrina

Cindy Annielli e Agências

| Edição de 02 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após onda de assassinatos registrada no fim de semana em Londrina, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp-PR) reforçou o efetivo da cidade com 80 policiais militares (PMs) de todo o Estado e mais dois delegados especialistas em homicídios. Dez pessoas morreram entre a noite da última sexta-feira e madrugada de sábado, entre elas um policial militar.

Equipes de cidades próximas, como o 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana, foram designadas juntamente com o Batalhão de Operações Policiais (Bope), o Tático Integrado de Grupos de Repressão Policial (Tigre) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para intensificar o patrulhamento ostensivo e auxiliar nas investigações dos casos. As circunstâncias dos crimes não foram divulgadas.

Quatro policiais da equipe das Rondas Táticas Móveis (Rotam) de Apucarana auxiliaram o patrulhamento em Londrina no fim de semana. Anteontem, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, esteve em Londrina para anunciar a força-tarefa que terá inicialmente 10 dias de duração, com possibilidade de prorrogação. Ele descarta que as mortes de policiais no Estado registradas nas últimas semanas tenham ligação com facções criminosas e que o falecimento do policial londrinense esteja relacionada às mortes de nove civis.

“É um esforço coletivo de todas as instituições da segurança pública para maior ostensividade, celeridade e volume na apuração dos casos”, afirmou o secretário Wagner Mesquita.

A sequência de assassinatos após a morte do PM levantou suspeitas da participação de policiais nos outros crimes. O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Mauricio Tortato, afirmou que esta é uma das linhas de investigação e que a inteligência e a Corregedoria da PM estão à disposição das investigações.

"A Polícia Militar não é condescendente com nenhuma forma de vingança, nossa pauta é pela legalidade e pelo cumprimento dos diretos humanos. Se identificarmos que há a participação de militares em ações não pautadas pela lei, para vingar a morte de quem quer que seja, todos os procedimentos previstos serão adotados”, assinalou. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito envolvido nos crimes havia sido preso.