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Técnicos da UEL iniciam levantamento nos próximos dias

Adriana Savicki

| Edição de 10 de julho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Quantas árvores, quais espécies mais comuns e a sanidade das espécies plantadas nas ruas de Arapongas. Essas são algumas das perguntas que devem ser respondidas pelos dentro dos próximos meses. O inventário será realizado por técnicos do Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Social (Itedes), órgão ligado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), dentro da elaboração do Plano de Arborização Urbana do Município. 

Imagem ilustrativa da imagem Técnicos da UEL iniciam levantamento nos próximos dias


A meta do plano, segundo Secretaria de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente (Seaspma) é tirar o município do ‘escuro’ em relação à arborização urbana. A estimativa atual da prefeitura é que a área urbana concentre em torno de 25 mil árvores o que, segundo a secretaria, é pouco para o tamanho da cidade.
“Segundo a OMS, o mínimo de arborização é de uma árvore para cada habitante. Tendo em vista que temos quase 120 mil habitantes, só chegamos perto do índice se colocarmos nessa conta áreas como a do Parque dos Pássaros, Parque das Nações, entre outros”, comenta.
Além da quantidade estimada de árvores na área urbana, a prefeitura pouco sabe a respeito da sanidade das plantas ou mesmo das espécies mais utilizadas ou quais regiões da cidade demandam de mais arborização. “Sabemos que temos espécies incompatíveis com a área urbana, como a sibipiruna, mas não temos um detalhamento técnico, que é o que vai ser feito nos próximos meses para que possamos elaborar uma proposta detalhada para o setor”, comenta.
Ele destaca que o trabalho de verificação será feito em todos os bairros. “Os técnicos vão, também, sinalizar árvores doentes que precisam ser substituídas e pontos onde há problemas decorrentes da arborização, como calçadas quebradas, entre outros”, diz. 
A coleta de dados começa nos próximos dias e, segundo o secretário, a prefeitura está alertando a população sobre o estudo para evitar que os técnicos sejam mal recebidos. “Todos estarão devidamente identificados, não haverá necessidade de adentrar nenhuma residência. Apenas em alguns locais, serão fotografados, tendo como destaque as árvores e sua relação com a urbanização. Esta será a única função dos técnicos, o trabalho não tem nenhuma outra vinculação a não ser esta”, concluiu.
A meta da prefeitura é finalizar o inventário e o plano, com as propostas e metas, em um ano. A partir daí, abre-se espaço para população opinar a respeito do projeto, com a realização de audiências públicas.