O viveiro municipal de Ivaiporã, atualmente instalado no antigo IBC, será transferido para o Parque Ambiental Jardim Botânico. Além de mais espaço, o que resultará na ampliação da produção de mudas de árvores, o local terá ainda estufa para iniciar cultivo de flores e vai virar ponto de encontro de educação ambiental para estudantes. A expectativa é que, em no máximo 40 dias, o novo viveiro seja inaugurado.
De acordo com secretário de Meio Ambiente Jayme Ayres, o atual viveiro, que foi instalado há 22 anos no antigo IBC, passa por dificuldades para a irrigação das mudas. “Nesse novo espaço teremos abundância de água natural e como ficará ao lado da secretaria, a gestão será facilitada. Outra vantagem é que, por estar no centro da cidade, ficam mais fáceis as campanhas de doação de mudas”, explica Ayres. No novo local, a população terá ainda mais oportunidade de visitação. “Pretendemos atender escolas, incentivar o plantio correto de mudas, promovendo a interação entre pesquisador e comunidade”, destaca Ayres.
O atual viveiro tem cerca de 800 metros². No Parque Ambiental terá área de 1.5 mil m². “Hoje produzimos 100 mil mudas por ano, a ideia é triplicar a produção. Outra vantagem, é que teremos área para mudas em desenvolvimento. Poderemos ter mudas maiores para o plantio, no quadro o urbano. Percebemos que mudas menores nas praças, canteiros centrais e nas calçadas, infelizmente acabam sendo depredadas”, explica Ayres.
Além de produção de mudas de árvores como cerejeira, oiti e manacá da serra, usadas no plantio do quadro urbano, o viveiro produz ainda mudas frutíferas silvestres para o reflorestamento, tais como, pitanga, amora, jabuticaba e uvaia.
Qualquer pessoa interessada no plantio de árvores nativas ou produtores rurais que queiram recuperar as áreas degradadas e alteradas de suas propriedades podem pedir a muda gratuitamente. “É só fazer o cadastro na secretaria e depois pegar a muda no viveiro”, relata Ayres.
Segundo Jayme Ayres, o custo das mudas produzidas no viveiro municipal é bem acessível para a Prefeitura. “O custo é baixo, em função que temos os nossos servidores que tocam e o serviço da comunidade. As pessoas que tem penas alternativas com a justiça acabam prestando serviço no viveiro. A coleta de semente também é nossa, a equipe faz a quebra de dormência, o plantio, o repique e o transporte das mudas para embalagem. Isso faz com que o custo seja bem acessível”, completa Ayres.