Boas ideias precisam de um ecossistemaUma boa ideia pode surgir em qualquer lugar. O que faz diferença é encontrar um caminho para avançar. E o resultado preliminar da primeira fase do Centelha 3 Paraná oferece uma boa oportunidade para observar esse movimento acontecendo em Apucarana. Entre as 200 ideias classificadas para a segunda fase estão projetos ligados ao nosso território e empreendedores que participaram das ações de orientação promovidas pelo Conecta Apucarana. Mais do que comemorar posições em uma lista, vale observar o que existe por trás delas: pessoas transformando problemas em oportunidades e ideias em projetos mais estruturados.
Esse é um dos papéis mais importantes de um ecossistema de inovação. O Conecta aproxima empreendedores, universidades, poder público, entidades e instituições de apoio. Quando essa rede orienta, conecta e cria oportunidades, e os projetos avançam em programas como o Centelha, começamos a enxergar resultados concretos dessa articulação. É nesse contexto que Apucarana começa a construir uma jornada mais completa: da ideia à orientação, da pesquisa ao fomento e do protótipo ao teste em ambiente real.
O Edital nº 32/2026 – Sandbox Apucarana permite que startups e empresas inovadoras proponham testes controlados e temporários de soluções na administração municipal e no ambiente urbano, com acompanhamento, limites e salvaguardas. O credenciamento é permanente, abrindo uma porta para a experimentação responsável. Já o Edital nº 33/2026 – Fomento à Inovação, por meio do Fundo Municipal de Inovação, prevê apoio financeiro não reembolsável a projetos institucionais de pesquisa, desenvolvimento científico, tecnológico e inovação. Agricultura, resíduos da indústria têxtil e de confecções e cidades inteligentes estão entre as áreas prioritárias, conectadas pela transformação digital. Os dois editais estão disponíveis para consulta no site da Prefeitura de Apucarana.
É justamente diante desses movimentos concretos que cabe reconhecer e parabenizar o prefeito Rodolfo Mota. Ao apoiar a entrada desses instrumentos em funcionamento, sua gestão dá um passo importante para colocar a inovação na agenda prática do município. Mais do que falar em empreendedorismo ou cidades inteligentes, trata-se de criar condições para que boas ideias encontrem recursos, ambiente para experimentação e oportunidades de desenvolvimento. Esse tipo de liderança pública ajuda a fortalecer uma política que precisa ser cada vez mais construída em conjunto com empresas, universidades, empreendedores e instituições. E talvez seja justamente aqui que as peças comecem a se encaixar. Temos pessoas com boas ideias, uma rede como o Conecta ajudando a orientar e conectar, programas como o Centelha abrindo oportunidades e instrumentos municipais criando possibilidades de fomento e experimentação.
Por isso, o resultado do Centelha merece ser comemorado não apenas pelos classificados. Ele deixa um sinal importante para Apucarana: há gente querendo inovar e um ecossistema criando caminhos para que isso aconteça. O próximo passo é fazer essa engrenagem girar cada vez melhor. Mais ideias precisam virar projetos. Mais projetos precisam chegar ao mercado. E mais desafios da nossa cidade podem se transformar em oportunidades para empreendedores, pesquisadores e empresas. Porque uma cidade inovadora não é aquela que apenas fala de inovação. É aquela que cria oportunidades para as pessoas transformarem boas ideias em soluções que melhoram o lugar onde vivem.