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Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de maio de 2026 | Atualizado em 07 de maio de 2026

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O superávit da balança comercial brasileira atingiu um recorde histórico para o mês de abril, impulsionado principalmente pelo aumento nas exportações de soja e petróleo. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o saldo positivo foi de US$ 10,537 bilhões, superando em 37,5% o resultado do mesmo mês em 2025, quando o superávit foi de US$ 7,664 bilhões.

Este desempenho coloca o superávit de abril como o terceiro maior de todos os tempos, ficando atrás apenas de maio e março de 2023. As exportações totalizaram US$ 34,148 bilhões, um crescimento de 14,3% em relação a abril do ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 23,611 bilhões, com um aumento de 6,2%.

Acumulado do Ano

Nos primeiros quatro meses de 2026, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 24,782 bilhões, um aumento de 43,5% comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é atribuído não apenas à recuperação das commodities, mas também à ausência de importações extraordinárias, como a de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025.

  • Exportações: US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2%;
  • Importações: US$ 91,770 bilhões, alta de 2,5%.

O superávit acumulado é o segundo maior da série histórica, perdendo apenas para o primeiro quadrimestre de 2024.

Desempenho por Setor

As exportações em abril apresentaram variações significativas por setor:

  • Agropecuária: crescimento de 16,1%, com destaque para o aumento de 12,7% no volume e 3,2% no preço médio;
  • Indústria extrativa: aumento de 17,9%, impulsionado pelo petróleo, com um crescimento de 17,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: expansão de 11,6%, com aumento de 6,8% no volume e 4,1% no preço médio.

Produtos em Destaque

Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações em abril foram:

  • Agropecuária: soja (+18,8%), algodão (+43,7%) e animais vivos (+148,4%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+10,6%), minério de ferro (+19,5%) e minérios de cobre (+55%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+29,4%), ouro não-monetário (+75,9%) e bombas e compressores (+321,5%).

Em termos absolutos, a soja foi o principal motor do crescimento, com um incremento de US$ 1,105 bilhão nas exportações em comparação a abril do ano passado, seguido pelo petróleo bruto, que aumentou em US$ 458,98 milhões.

Impacto do Petróleo

Embora o volume de petróleo exportado tenha caído 10,6%, o preço médio subiu 23,7% devido à guerra no Oriente Médio, que também levou à imposição de uma alíquota temporária de 12% no Imposto de Exportação de petróleo.

Importações

O aumento nas importações foi puxado principalmente por veículos, com um acréscimo de US$ 654,33 milhões em abril em relação ao mesmo mês de 2025. Os principais produtos importados foram:

  • Agropecuária: soja (+165,3%), pescados (+11,1%) e frutas (+8,9%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+26,4%) e linhita e turfa (+147,9%);
  • Indústria de transformação: automóveis (+109,9%), combustíveis (+37,3%) e válvulas e tubos (+27,3%).

Projeções para 2026

O Mdic projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões para 2026, um aumento de 5,9% em relação a 2025. As exportações devem atingir US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As previsões são atualizadas trimestralmente, com novas estimativas esperadas para julho.

As expectativas do Mdic são mais conservadoras que as do mercado financeiro, que projeta um superávit de US$ 75 bilhões, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.

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Com informações da Agência Brasil