ECONOMIA

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BC adia Relatório de Inflação para dia 30 por causa de greve

Wellton Máximo – Repórter da Agencia Brasil (via Agência Brasil)

| Edição de 09 de junho de 2022 | Atualizado em 09 de junho de 2022

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A greve dos servidores do Banco Central (BC), que dura mais de dois meses, atrasou a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação de junho. Inicialmente previsto para o dia 23, o documento será apresentado às 8h do dia 30, informou hoje (9) à noite o órgão.

Imagem ilustrativa da imagem BC adia Relatório de Inflação para dia 30 por causa de greve
Imagem ilustrativa da imagem BC adia Relatório de Inflação para dia 30 por causa de greve

Mesmo sem a divulgação do relatório, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto e o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, darão uma entrevista coletiva às 11h do dia 23. Eles farão uma apresentação breve e, segundo a assessoria de imprensa do BC, conversarão sobre política monetária.

Em greve desde 1º de abril , os funcionários do BC reivindicam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chega a 27%. Eles também pedem a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso dos técnicos do BC.

Em 19 de abril, a categoria suspendeu a greve, mas retomaram o movimento por tempo indeterminado desde 3 de maio. Desde então, só serviços considerados essenciais estão sendo executados, como as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e a divulgação do déficit primário no primeiro quadrimestre.

A divulgação de estatísticas, como o boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras), o fluxo cambial, o Relatório de Poupança e a taxa Ptax diária (taxa média de câmbio que serve de referência para algumas negociações), foi suspensa ou ocorre com bastante atraso. Projetos especiais, como a expansão do open banking e a segunda fase de consultas de saques de valores esquecidos, estão suspensos.

Desde o início do ano, diversas categorias do funcionalismo federal trabalham em esquema de operação-padrão ou fazem greve porque o Orçamento de 2022 destinou R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança. No fim de abril, o governo confirmou que estudava um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, mas hoje o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a concessão de reajustes em 2022.