O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, medida que também abrange a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários, integrante do conglomerado prudencial Pleno.
De acordo com o Banco Central, o conglomerado é de pequeno porte, classificado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo o Banco Pleno como instituição líder. Este grupo detém apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
Banco Master
Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno fazia parte, até meados de 2025, do conglomerado financeiro do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, que é alvo da Operação Compliance Zero.
A operação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal. As fraudes investigadas podem alcançar R$ 17 bilhões.
Pleno
O Banco Pleno é liderado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.
“A liquidação extrajudicial [do Banco Pleno e de sua distribuidora] foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, justificou, em nota, o BC.
O Banco Central poderá adotar outras medidas para apurar responsabilidades, conforme suas competências legais. Caso as suspeitas de irregularidades sejam confirmadas, serão aplicadas sanções administrativas e comunicadas às autoridades competentes.
Entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.
Com informações da Agência Brasil