O mercado financeiro brasileiro viveu mais um dia de otimismo, com a bolsa de valores alcançando novos recordes e o dólar fechando abaixo de R$ 5. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio às tensões internacionais, resultando na queda do preço do petróleo, apesar do bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.
O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores do Brasil, encerrou a terça-feira (14) com alta de 0,33%, atingindo 198.657,33 pontos. Durante o dia, o índice chegou a se aproximar da marca simbólica dos 200 mil pontos, alcançando 199.354,81 pontos em seu pico, às 11h01.
Com o desempenho recente, o Ibovespa acumula ganhos de:
- 0,68% na semana;
- 5,97% no mês;
- 23,29% no ano.
Este foi o 11º aumento consecutivo do índice e o quinto recorde seguido. Em 2026, a bolsa brasileira já renovou seus recordes em 18 dias, mesmo com a queda nas ações de petroleiras, impactadas pela redução no preço internacional do petróleo.
Câmbio
O dólar caiu pelo quinto pregão consecutivo, fechando novamente abaixo de R$ 5, refletindo um cenário externo mais favorável ao risco. A moeda americana encerrou o dia praticamente estável, cotada a R$ 4,993, com uma leve queda de 0,06% no dia, 3,57% em abril e 9,02% no ano.
Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas a queda desacelerou com investidores aproveitando o valor baixo para comprar a moeda. A movimentação foi influenciada pela diminuição das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Petróleo em queda
Os preços do petróleo registraram forte queda nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos. O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres, enquanto o barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, para US$ 91,28 em Nova York.
A redução no preço do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, beneficiando moedas emergentes e ativos de risco.
* com informações da Reuters
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Com informações da Agência Brasil