ECONOMIA

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Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de junho de 2026 | Atualizado em 30 de junho de 2026

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou que, entre janeiro e maio deste ano, foram criados 767.326 novos empregos formais no Brasil. Todas as unidades da Federação apresentaram saldo positivo na geração de empregos durante esse período.

Em maio de 2026, o salário médio real dos admitidos foi de R$ 2.384,10, uma queda de R$ 17,97 (0,75%) em relação a abril, mas um aumento de R$ 35,98 (+1,5%) comparado a maio de 2025.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram apresentados pelo ministro Rogério Marinho em Brasília.

Setores em Destaque

Em maio, o saldo positivo de 72.260 novas vagas foi resultado de 2.207.303 admissões contra 2.134.343 desligamentos. Os setores que mais contribuíram foram:

  • Serviços: +45.655 vagas
  • Construção: +12.096 vagas
  • Indústria: +4.974 vagas
  • Agropecuária: +10.205 vagas
  • Comércio: +40 vagas

Atividades em Alta

No setor de Serviços, o crescimento foi impulsionado por Saúde Humana e Serviços Sociais (+14.478 vagas), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413), e Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).

Na Agropecuária, destacaram-se as culturas de café (+17.674), laranja (+2.458) e cana-de-açúcar (+828).

O setor de construção civil foi impulsionado por obras de infraestrutura (+8.916 vagas), enquanto na indústria, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232) liderou a criação de empregos, seguida pela fabricação de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.294) e produtos alimentícios (+2.216).

Empregabilidade nas Unidades da Federação

Em maio, 22 das 27 unidades da Federação registraram aumento no emprego formal, com destaque para São Paulo (+18.224 vagas), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195). No entanto, houve queda no Rio Grande do Sul (-5.657 vagas), Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75), atribuída à sazonalidade do setor agropecuário e tarifas impostas pelos EUA.

Impacto do Bolsa Família

O ministro Rogério Marinho destacou que as contratações e demissões também envolveram beneficiários do Bolsa Família, contrariando a ideia de que o programa desestimula o emprego formal. De janeiro a abril, 1.451.616 beneficiários foram contratados e 1.030.000 desligados, resultando em um saldo positivo de 421 mil empregos.

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Com informações da Agência Brasil