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Dólar cai a R$ 5,14 com alívio no mercado externo

(via Agência Brasil)

| Edição de 21 de agosto de 2026 | Atualizado em 21 de agosto de 2026

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Em um dia de alívio no mercado financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior, o dólar encerrou a sessão no menor valor em mais de dez dias, enquanto a bolsa de valores brasileira subiu quase 2%, fechando a semana em alta.

Esse movimento foi impulsionado pela desvalorização do dólar no mercado internacional, expectativas em torno do cenário eleitoral no Brasil e um aumento no apetite por ativos de risco. No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent fechou acima de US$ 94, influenciado pelas tensões no Oriente Médio.

Principais números do mercado nesta sexta-feira (21)

  • Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%);
  • Dólar na semana: -1,53%;
  • Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%);
  • Ibovespa na semana: +2,45%;
  • Brent: US$ 94,39 por barril
  • Brent na semana: +6,6%

Desempenho do câmbio

O dólar comercial à vista caiu 1% nesta sexta-feira, fechando a R$ 5,142, após atingir R$ 5,13 por volta das 15h30. Este foi o menor nível de fechamento desde 10 de agosto. Na semana, a moeda norte-americana acumulou uma queda de 1,53%.

Esse resultado foi influenciado pelo comportamento do dólar no exterior, que atingiu o menor nível em três meses devido às expectativas em relação às operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, estava próximo dos 98,856 pontos no final da tarde. Na semana, o indicador acumulou uma queda de cerca de 0,80%.

A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos dos EUA ajudou a reduzir a pressão sobre o dólar, beneficiando moedas de países emergentes.

O real foi uma das moedas com melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno. O euro atingiu o maior valor desde maio, enquanto a libra esterlina alcançou o maior nível desde fevereiro.

Ibovespa em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos, marcando a terceira alta consecutiva. O índice atingiu o maior nível desde 10 de agosto.

Com esse resultado, a bolsa brasileira acumulou uma alta de 2,45% na semana. No mês, porém, ainda registra uma queda de 3,91%.

As ações de bancos foram fundamentais para sustentar o Ibovespa durante o pregão, enquanto o fluxo de recursos estrangeiros continuou no radar dos investidores.

Dados da B3 indicavam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira em agosto até o dia 19. A recuperação do índice ocorre após uma sequência de fortes perdas no início do mês.

Avanço do petróleo

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, acumulando uma forte valorização na semana, em meio às contínuas tensões entre Estados Unidos e Irã e às incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz.

Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent avançou 0,65% (+US$ 0,61), para US$ 94,39 por barril. A cotação acumulou uma valorização de 6,6% na semana.

O barril WTI, do Texas, subiu 0,26% (+US$ 0,23) e terminou a sessão a US$ 87,06 por barril. Na semana, a alta foi de 5,6%.

O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, enquanto o tráfego de petroleiros também enfrenta restrições no Mar Vermelho.

As negociações entre Estados Unidos e Irã continuam paralisadas, mantendo no mercado o temor de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo.

*com informações da Reuters.

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Com informações da Agência Brasil