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Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo

(via Agência Brasil)

| Edição de 27 de julho de 2026 | Atualizado em 27 de julho de 2026

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O mercado financeiro encerrou a segunda-feira (27) com movimentos divergentes. Enquanto o dólar voltou a subir, alcançando o maior patamar em duas semanas, a bolsa de valores avançou, impulsionada por ações de bancos e mineradoras. A alta do dólar foi influenciada pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo.

No cenário internacional, o preço do petróleo despencou mais de 6%, após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã, que reduziram os temores de interrupções na oferta global da commodity.

Dólar em Alta

O dólar à vista fechou a segunda-feira cotado a R$ 5,113, com uma alta de 0,62%, atingindo o maior nível desde o dia 13. Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula uma queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos, sendo pressionada pelo recuo do petróleo, que afeta os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto. Além disso, o mercado estava atento à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira, e continuava monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

Ibovespa em Ascensão

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas. O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

Queda do Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção após a disparada observada na semana passada. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países. O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

* com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil