ECONOMIA

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Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos

(via Agência Brasil)

| Edição de 19 de agosto de 2026 | Atualizado em 19 de agosto de 2026

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou recentemente um conjunto de recomendações para políticas sustentáveis no setor agrícola, além de sugestões de prioridades para candidatos às eleições de outubro, tanto para cargos legislativos quanto executivos.

O documento, fundamentado em evidências científicas, defende o aumento e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

O relatório intitulado Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação está disponível no site da Embrapa, que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os especialistas da Embrapa consideram a agricultura uma área estratégica para o Brasil, devido à sua contribuição para a economia, segurança alimentar e a necessidade de adaptação às mudanças climáticas, transição energética e desenvolvimento territorial.

O conteúdo do documento pode servir de base para programas de governo e iniciativas legislativas no setor agropecuário.

Economia do agro

O relatório destaca a magnitude do agronegócio brasileiro. Conforme a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário atingiu R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB nacional.

As atividades agrícolas empregavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões, o que corresponde a 48,5% do total das exportações brasileiras.

A Embrapa atua, entre outras áreas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a resistência a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.

Segundo a empresa, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

Imagem ilustrativa da imagem Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos
Gavião-caboclo em lavoura de cultivo de soja vista ao longo da rodovia MA-140. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Temas estratégicos

A carta de recomendações sublinha seis temas estratégicos para a agricultura brasileira:

  • Segurança alimentar e nutricional;
  • Agricultura sustentável e resiliência às mudanças climáticas;
  • Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
  • Transição energética e bioenergia;
  • Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
  • Transformação digital no meio rural.

Ao abordar a segurança alimentar, o documento visa reduzir a dependência de insumos importados.

“A falta de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades, amplia a dependência de insumos importados e eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, afirma a Embrapa.

O relatório também destaca que a agricultura brasileira pode se tornar uma referência em produção sustentável.

“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil possui condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.

A Embrapa menciona uma projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.

Os especialistas acreditam que, ao aumentar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir sua participação nos mercados de economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.

“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia”, afirmam.

A Embrapa destaca que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial, com avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.

“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, ressalta.

Executivo e Legislativo

Os autores do documento consideram que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve ser guiada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.

Por sua vez, o Legislativo deve focar na definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias. “Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, conclui o documento.

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Com informações da Agência Brasil