O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de tempo para avaliar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação e o crescimento econômico do Brasil. Ele ressaltou que a política monetária conservadora e contracionista adotada pelo Banco Central nos últimos anos colocou o país em uma posição mais favorável para enfrentar o choque de oferta resultante do conflito.
Galípolo afirmou que a prudência e o conservadorismo do Banco Central desde o final de 2024 até o início de 2026 permitem uma análise mais cuidadosa dos desdobramentos do conflito. O bloqueio do estreito de Ormuz, após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, tem causado um aumento nos preços do petróleo e derivados, caracterizando um choque de oferta com implicações logísticas e produtivas.
Impactos Econômicos
O presidente do Banco Central observou que, embora ainda haja incertezas sobre os efeitos da guerra na economia global, espera-se uma redução no crescimento econômico e um aumento da inflação. Ele comparou a situação atual a choques de oferta anteriores, como a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia, que também ampliaram a incerteza nas projeções econômicas.
O Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central manteve a projeção de crescimento da economia em 1,6% para 2026, mas destacou a incerteza crescente devido aos conflitos no Oriente Médio. O relatório sugere que, se o conflito se prolongar, seus impactos devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, elevando a inflação e reduzindo o crescimento econômico, embora alguns setores, como o petrolífero, possam se beneficiar.
?
Com informações da Agência Brasil